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Desemprego no Brasil cai para 6,9% no segundo trimestre de 2024

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,9% no segundo trimestre de 2024, o menor valor registrado em uma década

No segundo trimestre do ano (que engloba os meses de abril, maio e junho), a taxa de desocupação baixou para 6,9% em junho, o menor valor registrado em um semestre desde 2014, ou seja, nos últimos 10 anos. Os dados foram divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua na quarta-feira, 31 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desemprego
Força de trabalho cresceu no segundo trimestre – Foto: Reprodução/Banco de imagem

A variação em relação ao primeiro trimestre do ano (janeiro, fevereiro e março) foi de 1%, cujo valor registrado foi de 7,9%. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a diferença é de 1,1%, quando a taxa foi estimada em 8%.

Com estes números, a taxa fica abaixo da metade do pico da série histórica, que foi de 14,9%, observada no primeiro trimestre de 2021, durante a pandemia de Covid-19.

Desemprego no país

O número de pessoas desocupadas (aquelas que ainda procuram uma recolocação profissional) reduziu para 7,5 milhões de pessoas, com quedas de pelo menos dois dígitos nas duas comparações realizadas pela PNAD Contínua: a variação foi de 12,5%, ou seja, menos 1,082 milhão de pessoas frente ao trimestre de janeiro a março de 2024, ocasião em que a desocupação foi estimada em 8,6 milhões de pessoas.

No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 8,6 milhões de pessoas desocupadas, esta estimativa apresentou variação de -12,8%, significando uma redução de 1,106 milhão de pessoas no trimestre de 2023. Foi o menor número de pessoas buscando trabalho desde 2015.

População empregada

O número de pessoas ocupadas foi estimado em aproximadamente 101,8 milhões no trimestre de abril a junho de 2024, um novo recorde da série histórica. O total de trabalhadores cresceu 1,6%, representando 1,628 milhão de pessoas, no trimestre e 3%, mais de 2,9 milhões de pessoas no ano.

Desemprego
Número de pessoas empregadas bate recorde histórico – Foto: Reprodução/Banco de imagem

O nível da ocupação (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57,8% no segundo trimestre de 2024, apresentando um incremento de 0,8 ponto percentual frente ao trimestre de janeiro a março de 2024 (57,0%).

O número de pessoas empregadas no setor privado atingiu 52,2 milhões, um recorde, impulsionado pelo crescimento no número de trabalhadores com carteira assinada (38,4 milhões) e também sem carteira assinada (13,8 milhões).

Os trabalhadores sem o registro de trabalho apresentaram elevação em relação ao trimestre anterior de 3,1%, representando um acréscimo de 410 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrada elevação de 5,2%, representando um adicional estimado de 688 mil pessoas.

Força de trabalho

O contingente de pessoas que estão aptas a trabalhar no país (independente de estarem ocupadas ou não) foi projetado em 109,3 milhões de pessoas no país. Houve um aumento de 506 mil pessoas (0,5%) no comparativo com o primeiro trimestre. Frente ao mesmo trimestre no ano anterior, houve expansão de 1,7% (acréscimo de 1,8 milhão de pessoas).

Já a taxa de participação da força de trabalho (indicador que mede o percentual de pessoas da força de trabalho na população em idade de trabalhar) foi projetada em 38,4 milhões de pessoas, apresentando um crescimento de 397 mil pessoas (1,0%) frente ao trimestre anterior (janeiro a março de 2024).

Na categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 25,5 milhões de pessoas, foi registrada estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador também apresentou estabilidade.

Sobre o autor João Vitor Marliére

Graduando de jornalismo pela USCS, com passagens pela Editora Globo nos portais Inteligência Financeira e Valor Econômico

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