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Singapura: potência global em semicondutores e futuro dos milionários asiáticos

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Nos últimos anos, Singapura consolidou sua posição como uma das principais potências mundiais na indústria de semicondutores, um setor estratégico que tem sido o epicentro das tensões comerciais globais.

Atualmente, o país responde por cerca de 10% da produção mundial de chips e um quinto dos equipamentos utilizados na fabricação desses componentes essenciais, segundo o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Singapura.

Singapura cresce como potência em semicondutores e destino de milionários
Singapura deve ultrapassar a Austrália e se tornar o país com a maior quantidade de milionários entre os adultos da Ásia até 2030 |Foto: Reprodução/Aotaro/Flickr

O primeiro-ministro Lawrence Wong reforçou essa posição ao anunciar recentemente um investimento de S$ 1 bilhão (4,28 bilhões de reais) para a criação de um centro de pesquisa de semicondutores. Essa iniciativa visa atrair empresas de inteligência artificial e computação quântica, impulsionando o avanço tecnológico do país.

Singapura já abriga plantas de grandes fabricantes dos Estados Unidos, como a Micron, especializada em chips de memória, a GlobalFoundries, que opera na fabricação terceirizada, e a Applied Materials, fornecedora de equipamentos para produção de semicondutores. Entretanto, o país não pretende apenas ser um polo industrial, mas também um centro de inovação e desenvolvimento de tecnologia de ponta.

O cenário, no entanto, enfrenta alguns desafios. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China trouxe mais atenção para a indústria de semicondutores. Desde que os EUA impuseram restrições à empresa chinesa Huawei em 2019, a produção e distribuição de chips se tornaram questões importantes no mundo todo. Em 2024, os EUA alcançaram novas regras para restringir a exportação de chips avançados para países como China, Irã e Rússia, o que afetou o mercado global.

Singapura tem sido citada em investigações sobre possíveis desvios de chips da Nvidia para a China, contornando restrições comerciais. Um ministro do país afirmou recentemente que apenas uma pequena parcela desses componentes foi fisicamente enviada para Singapura, mas a Nvidia registrou 22% de suas vendas para clientes na cidade-estado. Isso ressalta o papel cada vez mais central de Singapura no comércio global de tecnologia.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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