O preço dos alimentos continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos brasileiros. De acordo com a mais recente pesquisa Genial/Quaest, 88% da população percebeu aumento no valor dos itens de alimentação no último mês.
Esse é o maior patamar registrado desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicando que o impacto da inflação no setor alimentício tem sido amplamente sentido pelas famílias.
A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 27 e 31 de março, com 2.004 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
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Percepção de alta no preço dos alimentos cresce
O levantamento mostra uma piora na percepção dos consumidores em relação à inflação dos alimentos. Em janeiro deste ano, 83% dos entrevistados afirmavam sentir um aumento nos preços, enquanto agora o número saltou para 88%. Por outro lado, o percentual de pessoas que acreditam que os preços permaneceram estáveis caiu de 10% para 6%.
Além disso, a parcela dos entrevistados que enxergam uma queda nos preços dos alimentos manteve-se em 6%, sem variação em relação à pesquisa anterior. Esses dados refletem a sensibilidade da população aos custos da alimentação, um dos itens mais básicos do orçamento familiar.
Reflexo na percepção da economia
A sensação de alta nos preços dos alimentos acompanha outra tendência preocupante: a piora na percepção geral da economia. Segundo o levantamento, 56% dos brasileiros acreditam que a economia do país piorou nos últimos 12 meses, um aumento significativo em relação aos 39% registrados anteriormente.
Apesar dessa percepção negativa sobre o passado recente, há certo otimismo em relação ao futuro. Quando questionados sobre as expectativas para os próximos 12 meses, 44% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar, enquanto 34% preveem um cenário de piora.
O que está por trás da alta nos preços dos alimentos?
Vários fatores influenciam a elevação dos preços dos alimentos no Brasil. Entre os principais, destacam-se:
- Condições climáticas: períodos de seca ou excesso de chuvas afetam as safras e reduzem a oferta de produtos, encarecendo os alimentos.
- Custos de produção: o preço dos fertilizantes, combustíveis e insumos agrícolas impacta diretamente os valores finais dos produtos no mercado.
- Câmbio e exportações: a valorização do dólar e o aumento das exportações de alimentos também pressionam os preços internos, reduzindo a oferta para o consumidor brasileiro.
- Política econômica e inflação: as decisões sobre juros, tributações e incentivos fiscais podem afetar os custos do setor agropecuário e a inflação dos alimentos.
Como o consumidor pode driblar os aumentos?
Diante da alta nos preços dos alimentos, muitas famílias precisam adotar estratégias para manter o orçamento sob controle. Algumas dicas incluem:
- Planejamento de compras: fazer listas de compras e comparar preços entre diferentes estabelecimentos pode gerar economia.
- Aproveitamento de promoções: supermercados costumam oferecer descontos em determinados dias da semana, o que pode ser vantajoso para o consumidor.
- Substituição de produtos: buscar alternativas mais acessíveis para os itens que sofreram maior alta pode ajudar a manter a alimentação equilibrada.
- Compras em feiras e mercados locais: muitas vezes, hortifrutis e outros produtos vendidos diretamente pelos produtores têm preços mais competitivos do que nos grandes supermercados.
A alta no preço dos alimentos continua sendo uma das grandes preocupações econômicas do país. Com o aumento da percepção de encarecimento e a incerteza sobre o futuro da economia, o consumidor precisa estar atento e buscar formas de minimizar os impactos no dia a dia.


