A lista anual de bilionários da Forbes é um retrato das grandes fortunas ao redor do mundo, destacando aqueles que acumulam riqueza por meio de investimentos estratégicos, negócios inovadores e setores de alta rentabilidade. Em 2025, o Brasil conta com 55 representantes na lista, uma queda em relação aos 69 nomes do ano anterior.

Esse recuo se deve, em grande parte, à desvalorização do real frente ao dólar, o que reduziu o valor das fortunas quando convertidas para a moeda norte-americana. Ainda assim, o país continua bem representado em diversas áreas econômicas. A seguir, exploramos os principais bilionários brasileiros e suas atuações em diferentes setores.
Tecnologia e Startups
O brasileiro mais rico da lista continua sendo Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, cuja fortuna está avaliada em US$ 34,5 bilhões (R$ 196,8 bilhões). Ele ocupa a 51ª posição no ranking global, mantendo-se como o brasileiro mais bem colocado pelo segundo ano consecutivo. Saverin, que renunciou à cidadania norte-americana e hoje reside em Singapura, viu seu patrimônio crescer devido à valorização da Meta e seus investimentos em diversas startups pelo mundo.
Outro nome de peso no setor é David Vélez, cofundador e CEO do Nubank, que acumulou um patrimônio de US$ 10,7 bilhões (R$ 61,7 bilhões). Seu sucesso reflete o crescimento exponencial da fintech, que revolucionou o setor bancário ao eliminar burocracias e taxas. Cristina Junqueira, cofundadora da mesma empresa, também aparece na lista com US$ 1,3 bilhão (R$ 7,4 bilhões), consolidando-se como uma das poucas mulheres bilionárias no setor de tecnologia.
Setor financeiro
O setor bancário continua sendo um dos mais lucrativos no Brasil. Vicky Safra, viúva de Joseph Safra e herdeira do Banco Safra, é a mulher mais rica do Brasil, com um patrimônio estimado em US$ 20,7 bilhões (R$ 114,4 bilhões). Ela ocupa a 98ª posição no ranking global e administra um império bancário que se estende por diversos países.
Os irmãos Moreira Salles também figuram na lista devido ao controle do Itaú Unibanco, um dos maiores bancos privados do país. Entre os mais destacados estão Fernando Roberto Moreira Salles (US$ 6,5 bilhões), Pedro Moreira Salles (US$ 6,1 bilhões) e Walter Moreira Salles Junior (US$ 4,5 bilhões). Além deles, André Esteves, do BTG Pactual, aparece com uma fortuna de US$ 6,9 bilhões (R$ 39,8 bilhões), reforçando sua posição como um dos banqueiros mais influentes do país.
Indústria e varejo
Jorge Paulo Lemann, um dos principais sócios da 3G Capital e da Ambev, mantém-se como o terceiro brasileiro mais rico, com um patrimônio de US$ 17 bilhões (R$ 96,9 bilhões). Sua fortuna é resultado de investimentos na indústria de bebidas e aquisições estratégicas de marcas globais.
Outros nomes importantes do setor incluem Marcel Herrmann Telles (US$ 2,3 bilhões) e Vera Rechulski Santo Domingo (US$ 1,3 bilhão), ambos com participação na cervejaria Anheuser-Busch InBev. No varejo, Luciano Hang, proprietário da Havan, aparece com uma fortuna estimada em US$ 2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), impulsionada pela expansão agressiva de suas lojas pelo país. Já no setor de calçados, Alexandre Grendene Bartelle, da Grendene, tem um patrimônio de US$ 2,2 bilhões (R$ 12,5 bilhões).
Energia e sustentabilidade
O setor de energia renovável ganha destaque na lista deste ano com a entrada de Mário Araripe, fundador da Casa dos Ventos, maior produtora de energia eólica e solar do Brasil. Sua fortuna é estimada em US$ 3 bilhões (R$ 17,1 bilhões), refletindo o crescimento da demanda por fontes sustentáveis e o avanço tecnológico do setor.
Saúde
No setor de saúde, Jorge Moll Filho, fundador da Rede D’Or, continua sendo um dos principais bilionários do país, com um patrimônio de US$ 4,4 bilhões (R$ 24,73 bilhões). Sua rede de hospitais privados se expandiu significativamente nos últimos anos, tornando-se a maior do Brasil.
Outro nome relevante é Maurizio Billi, da Eurofarma, com US$ 3,7 bilhões (R$ 20,79 bilhões). A empresa tem crescido no mercado farmacêutico nacional e internacional, investindo fortemente em inovação e pesquisa. Além dele, Carlos Sanchez, proprietário da EMS, aparece na lista com um patrimônio de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,43 bilhões), consolidando o setor farmacêutico como um dos mais lucrativos do país.
Mídia e Comunicação
A comunicação também está bem representada na lista de bilionários brasileiros. Os irmãos Marinho, herdeiros da Rede Globo, continuam entre os mais ricos do setor, com João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu Marinho possuindo cada um um patrimônio estimado em US$ 3 bilhões (cerca de R$ 16,86 bilhões).
Outro nome de destaque é Luiz Frias, dono da Folha de S. Paulo e do UOL, com uma fortuna avaliada em US$ 1,7 bilhão (R$ 9,7 bilhões). Sua atuação no setor digital tem sido fundamental para a adaptação da mídia tradicional às novas demandas do público.
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