A relação dos brasileiros com o fast fashion está mudando — ainda que de forma lenta. Uma pesquisa realizada pela YouGov Profiles com mais de 70 mil brasileiros revelou um dado curioso: embora mais da metade dos entrevistados reconheçam que esse modelo de produção é ambientalmente prejudicial, poucos estão realmente dispostos a abrir mão da praticidade e dos preços baixos que ele oferece.

O fast fashion, popularizado a partir dos anos 1990, consiste na produção acelerada e em massa de roupas para acompanhar as tendências da moda. Com foco no volume, custo reduzido e velocidade, o modelo tornou-se um dos pilares da indústria têxtil moderna. Mas a conta ambiental chegou. E está cara.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a indústria da moda é responsável por cerca de 10% das emissões globais de carbono — mais do que os setores de transporte aéreo e marítimo juntos.
Leia também: Impressos voltam à moda: revistas femininas renascem com estratégia
Além das emissões, o uso predominante do poliéster, um tecido sintético derivado do petróleo, agrava ainda mais o cenário. De acordo com o Greenpeace, esse material pode levar até 200 anos para se decompor, gerando impactos desde a fabricação até o descarte.


