O iPhone 17, anunciado pela Apple em setembro de 2025, já chega ao mercado brasileiro cercado de polêmica. Isso porque o valor de lançamento no país foi fixado em R$ 7.999, segundo levantamento divulgado pela Statista. Convertido em dólares, o preço equivale a US$ 1.494, colocando o Brasil na segunda posição entre os países com maior custo para adquirir o modelo.
O ranking é liderado pela Turquia, onde o mesmo aparelho custa cerca de US$ 1.887 (aproximadamente R$ 10.099 na conversão direta). O estudo também aponta países europeus, como Noruega, Hungria e Suécia, entre os que cobram valores acima de US$ 1.000.
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Ranking global de preços de iPhone 17
A análise mostra que o iPhone 17 não tem preço padronizado mundialmente, já que impostos e câmbio influenciam de forma significativa o valor final ao consumidor. Confira a lista dos 10 países onde o aparelho está mais caro:
- Turquia: TL 77.999 (aproximadamente US$ 1.887 / R$ 10.099)
- Brasil: R$ 7.999 (aproximadamente US$ 1.494)
- Noruega: kr 11.990 (aproximadamente US$ 1.216 / R$ 6.520)
- Hungria: Ft 399.990 (aproximadamente US$ 1.200 / R$ 6.440)
- Suécia: kr 10.995 (aproximadamente US$ 1.180 / R$ 6.330)
- Dinamarca: DK 7.499 (aproximadamente US$ 1.179 / R$ 6.330)
- Finlândia: € 999 (aproximadamente US$ 1.172 / R$ 6.290)
- Portugal: € 989 (aproximadamente US$ 1.160 / R$ 6.230)
- Irlanda: € 979 (aproximadamente US$ 1.149 / R$ 6.160)
- Itália: € 979 (aproximadamente US$ 1.149 / R$ 6.160)
Valores convertidos pela cotação média de setembro de 2025: US$ 1 = R$ 5,35 e € 1 = R$ 5,37.
Por que o Brasil paga tão caro?
Especialistas em tributação apontam que o preço do iPhone no Brasil reflete dois fatores principais: a alta carga de impostos e a variação cambial. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), os tributos podem representar até 40% do valor de um smartphone importado. Isso inclui Imposto de Importação, ICMS, IPI, PIS e Cofins.
Além disso, a cotação do dólar, que nos últimos meses tem se mantido acima de R$ 5,30, impacta diretamente o preço dos eletrônicos, já que a Apple define seus valores globais em moeda americana.
O peso no bolso do consumidor brasileiro
O salário mínimo no Brasil em 2025 é de R$ 1.502, conforme estabelecido pelo governo federal. Isso significa que para adquirir um iPhone 17 pelo preço oficial de R$ 7.999, um trabalhador que ganha um salário mínimo precisaria comprometer mais de cinco meses de renda integral.
Esse cenário coloca o iPhone 17 como um bem de consumo restrito a uma parcela menor da população. Para muitos consumidores das classes C e D, a compra só seria possível com parcelamentos de longo prazo oferecidos por varejistas e operadoras de telefonia.
Comparação com outros mercados
Em contraste, nos Estados Unidos, país de origem da Apple, o iPhone 17 é vendido a partir de US$ 999 (cerca de R$ 5.340 na conversão direta). Isso representa uma diferença de mais de R$ 2.600 em relação ao preço praticado no Brasil.
Já em países como Japão e Emirados Árabes Unidos, os valores também ficam abaixo do brasileiro, reforçando a posição do país no topo da lista dos mais caros.
Expectativas do mercado
Apesar do preço elevado, o Brasil segue como um dos principais mercados consumidores da Apple na América Latina. Dados de consultorias como a Counterpoint Research apontam que, mesmo com a concorrência de modelos de marcas asiáticas mais baratos, a Apple mantém participação relevante, especialmente entre consumidores que buscam status associado ao aparelho.


