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RJ chega à COP30 com a Carta do Rio e agenda de reuniões e debates em Belém

A equipe da Secretaria de Meio Ambiente e Clima (SMAC) chegou a Belém na manhã desta segunda-feira, 10 de novembro, para iniciar a participação na COP30. Quem lidera a delegação é a secretária Tainá de Paula, que fica na cidade até o dia 15 para participar de reuniões, painéis, eventos paralelos e encontros com representantes de vários países.

A presença do Rio na conferência tem ligação direta com o trabalho feito na semana anterior na capital fluminense. Entre os dias 1 e 7 de novembro, moradores de várias regiões participaram dos Diálogos Locais, uma série de atividades criadas pela Prefeitura para ouvir a população sobre os impactos das mudanças climáticas.

Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Rio de Janeiro (SMMA-RJ) apresenta Carta do Rio à COP30
As propostas apresentadas nessas reuniões foram reunidas na Carta do Rio, documento que foi levado a Belém e entregue na COP30 | Foto: Reprodução / Tainá de Paula / Redes Sociais

Primeiras atividades em Belém

Logo após chegar à capital paraense, a secretária Tainá de Paula participou do Fórum Virada Sustentável COP30, realizado no Barco Cultural Banzeiro da Esperança. O debate tratou da conexão entre Amazônia e Sudeste, mostrando que cidades de diferentes regiões enfrentam desafios parecidos, como chuvas fortes, enchentes, calor e ocupação de áreas de risco.

No fim do dia, a secretária esteve na Casa da Juventude Pelo Clima, um espaço exclusivo para jovens negociadores e movimentos juvenis. No encontro, representantes da juventude apresentaram propostas e discutiram participação social nas políticas de clima.

Zona Azul e negociações oficiais

A equipe da SMAC também esteve na Zona Azul da COP, local onde acontecem reuniões oficiais com governos, bancos e organizações internacionais. O espaço reúne pavilhões de países e instituições que apresentam projetos, parcerias e propostas sobre clima.

Durante a semana, a delegação também vai participar de mesas e eventos que tratam de temas como gestão de água, economia verde, bioeconomia, cidades resilientes e troca de experiências com regiões que sofreram com enchentes e eventos extremos.

Carta do Rio foi entregue na COP30

Todas as sugestões e preocupações apresentadas nos Diálogos Locais foram reunidas na Carta do Rio. O documento foi levado para Belém e entregue a representantes que acompanham a conferência.

A Carta do Rio visa mostrar como as mudanças climáticas afetam o cotidiano dos moradores e registrar pedidos e propostas vindas diretamente da população. O documento dá visibilidade às demandas locais e ajuda a colocar o tema das cidades dentro das discussões da COP30.

Ele também serve como registro oficial da participação popular, já que foi construído com contribuições de moradores, ativistas, coletivos, especialistas e organizações sociais que participaram das atividades no Rio de Janeiro.

O que foram os Diálogos Locais?

Os Diálogos Locais foram organizados pela Secretaria de Meio Ambiente e Clima e aconteceram em vários pontos do Rio. A ideia foi abrir espaço para que qualquer pessoa pudesse participar, dar opinião e apresentar sugestões. Participaram moradores, estudantes, ONGs, ativistas, cientistas, parlamentares, professores e trabalhadores.

Diálogos Locais resulta em carta levada à COP30
A programação contou com debates, palestras, oficinas, apresentações, eventos culturais e mutirões | Foto: Divulgação / Diálogos Locais

Entre as atividades estavam o seminário “Rio de Ação Climática”, o Balanço Ético Global, Mutirões pelo Clima e Cultura nos Parques. A estimativa era envolver mais de 15 mil pessoas ao longo dos sete dias.

As discussões abordaram temas do dia a dia da população, como:

  • Enchentes;
  • Calor extremo;
  • Áreas de encosta;
  • Saneamento;
  • Transporte;
  • Lixo e reciclagem;
  • Efeitos das chuvas fortes.

Durante os encontros, especialistas também falaram sobre formas de adaptação e redução dos danos causados pelas mudanças climáticas.

Participação em painéis e encontros técnicos

Ao longo da conferência, a SMAC tem agenda em diferentes espaços. Entre as atividades estão:

  • Debates com jovens;
  • Encontros com parlamentares;
  • Diálogos com organizações sociais,
  • Conversas com representantes internacionais;
  • Exibição de filmes e rodas de conversa sobre clima.

Nos próximos dias, a equipe continua participando de atividades da COP30, tanto na Zona Azul quanto em eventos paralelos pela cidade. A agenda oficial inclui:

Quarta-feira – 12/11

  • Lançamento da Agenda Ambiental Latino-Americana;
  • Encontro intergeracional de jovens e autoridades;
  • Cidades que Cuidam – Mulheres Parlamentares pela Adaptação Climática Urbana.

Quinta-feira – 13/11

  • Empresas Verdes e Bioeconomia;
  • Seminário “Fome de Tudo – Governança de Impacto”;
  • Sexta-feira – 14/11;
  • Debate “Grandes Eventos e Ação Climática”;
  • Exibição do documentário “Regenerar: Caminhos Possíveis em um Planeta Machucado” seguido de conversa com o público.

Sábado – 15/11

  • Financiamento climático: Caminhos para implementação das NDCs;
  • Conexões Cidade–Floresta: Juventudes em Ação pela Justiça Climática;
  • Troca de Experiências entre Cidades Impactadas pela Mudança do Clima.

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