Visitar alguns dos principais parques nacionais dos Estados Unidos ficará mais caro para turistas internacionais a partir de 2026. De acordo com o Departamento do Interior dos EUA, viajantes estrangeiros deverão pagar uma taxa extra de US$ 100, equivalente a aproximadamente R$ 535, para acessar 11 parques nacionais quando não possuírem o passe anual.
A medida atinge destinos muito procurados por brasileiros, como os parques Nacional do Grand Canyon, Yellowstone e Everglades. A cobrança será aplicada junto à tarifa padrão já existente em cada parque, aumentando o custo final da visita.
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Governo dos EUA atualiza sistema de passes
As mudanças fazem parte da atualização do sistema de passes anuais conhecido como America the Beautiful, que dá acesso a mais de dois mil parques e florestas nacionais por um período de um ano.
Hoje, o passe custa US$ 80 (aproximadamente R$ 427,87) tanto para americanos quanto para estrangeiros. A partir de 1º de janeiro de 2026, o valor para visitantes internacionais subirá para US$ 250 (cerca de R$ 1.337,10). Já cidadãos e residentes dos Estados Unidos continuarão pagando os mesmos US$ 80.
Segundo declarou Doug Burgum, Secretário do Interior, à CNN, o objetivo é garantir que visitantes internacionais contribuam proporcionalmente para a manutenção e melhoria dos parques. Burgum afirmou que as mudanças foram implementadas sob liderança do presidente Donald Trump, destacando que famílias americanas devem manter acesso mais acessível aos parques, enquanto turistas ajudam a financiar a conservação.
Parques que exigirão pagamento extra
A sobretaxa de US$ 100 será aplicada apenas aos turistas estrangeiros que não tiverem o passe anual. A cobrança ocorrerá em conjunto com as tarifas já aplicadas pelos parques nacionais. Os 11 parques que integrarão o novo sistema são:
- Parque Nacional de Acadia (Maine)
- Parque Nacional de Bryce Canyon (Utah)
- Parque Nacional Everglades (Flórida)
- Parque Nacional Glacier (Montana)
- Parque Nacional do Grand Canyon (Arizona)
- Parque Nacional de Grand Teton (Wyoming)
- Parque Nacional das Montanhas Rochosas (Colorado)
- Parques Nacionais Sequoia e Kings Canyon (Califórnia)
- Parque Nacional de Yellowstone (Wyoming, Montana e Idaho)
- Parque Nacional de Yosemite (Califórnia)
- Parque Nacional de Zion (Utah)
Esses parques estão entre os mais visitados do país e recebem milhões de turistas por ano. As novas regras devem elevar o custo do turismo internacional nessas áreas, especialmente para quem não pretende adquirir o passe anual.
Custos podem aumentar para quem faz viagens pontuais
Para um turista estrangeiro que pretende visitar apenas um ou dois parques durante a viagem, a taxa adicional pode resultar em um aumento significativo no orçamento total. Considerando a taxa extra de US$ 100 (R$ 535) somada ao valor de entrada padrão de diversos parques, que costuma variar entre US$ 20 e US$ 35 por veículo (entre R$ 107 e R$ 187,25, com base em valores citados por veículos oficiais dos parques), o custo de uma visita pode ultrapassar facilmente os R$ 700.
Mudança também altera dias de visita gratuita
Outra alteração anunciada pelo Departamento do Interior envolve os dias de entrada gratuita nos parques nacionais. A partir de 2026, essas datas especiais serão exclusivas para cidadãos e residentes dos Estados Unidos. Entre elas estão:
- Memorial Day, em 25 de maio
- Dia da Bandeira, em 14 de junho
- Aniversário do Presidente Trump, também em 14 de junho
- Fim de semana do Dia da Independência, de 3 a 5 de julho
- Dia da Constituição, em 17 de setembro
Esses dias costumam atrair grande público. Com a mudança, turistas internacionais que planejam viajar nessas datas precisarão pagar a tarifa padrão ou adquirir o passe anual, independentemente do calendário de gratuidade.
Como as alterações afetam turistas brasileiros
As novas regras podem influenciar o planejamento financeiro de turistas brasileiros que pretendem visitar parques nacionais dos EUA a partir de 2026. A taxa extra, somada ao aumento do passe anual para estrangeiros, tende a elevar o custo de roteiros de natureza e aventura.
Para famílias que viajam em grupo, o impacto pode ser ainda maior, já que valores aplicados por veículo ou por adulto são convertidos diretamente em dólares e, posteriormente, em reais, o que afeta o orçamento final da viagem. A adoção do passe anual pode ser mais econômica para roteiros que incluem múltiplos parques, mas exige avaliação individual de cada caso.


