A Amazon anunciou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, a demissão de aproximadamente 16 mil funcionários em todo o mundo. A medida faz parte de uma nova rodada de ajustes internos da empresa e ocorre pouco mais de três meses após outro grande corte, realizado em outubro de 2025, quando cerca de 14 mil pessoas foram dispensadas.
Somadas, as duas reduções atingem cerca de 30 mil trabalhadores e representam aproximadamente 10% da força de trabalho corporativa da companhia, segundo informações da agência de notícias Reuters. A empresa não detalhou quais países foram afetados nem informou se haverá impacto direto no Brasil.

A maior parte dos trabalhadores atua em centros de distribuição, armazéns e operações logísticas, enquanto os cortes anunciados agora atingem, principalmente, áreas administrativas e de tecnologia.
Funcionários nos EUA terão prazo para tentar realocação
De acordo com comunicado assinado por Beth Galetti, vice-presidente de experiência de pessoas e tecnologia da Amazon, os trabalhadores situados nos Estados Unidos terão um prazo de até 90 dias para tentar uma recolocação interna dentro da empresa antes do desligamento definitivo.
Caso não consigam uma nova função ou optem por não participar do processo interno, os profissionais terão direito a um pacote de apoio, que inclui indenização, serviços de orientação para recolocação no mercado de trabalho e manutenção temporária do plano de saúde, conforme as regras locais. A empresa informou que o prazo e os benefícios podem variar de acordo com a legislação trabalhista de cada país.
Cortes fazem parte de reestruturação interna
No comunicado, Galetti explicou que a empresa vem passando por um processo de reorganização desde o ano passado, com o objetivo de reduzir níveis hierárquicos, simplificar decisões e diminuir a burocracia interna.
Segundo a executiva, algumas áreas concluíram esse processo em outubro de 2025, enquanto outras só finalizaram agora, o que levou à nova rodada de desligamentos. Ela destacou que as decisões foram tomadas após avaliações internas sobre estrutura, prioridades e funcionamento das equipes.
Apesar das demissões, a Amazon afirmou que continuará contratando profissionais em áreas consideradas estratégicas para o futuro da companhia. A empresa reforçou que ainda vê espaço para crescimento em diferentes segmentos e mercados.
E-mail enviado antes do anúncio gerou confusão
Antes da divulgação oficial dos cortes, um episódio gerou apreensão entre funcionários da Amazon. Na terça-feira, 27 de janeiro, trabalhadores da divisão de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS) receberam, por engano, um e-mail que indicava demissões iminentes.
A mensagem incluía um tom de solidariedade e um convite para uma reunião de equipe. O e-mail foi assinado por Colleen Aubrey, vice-presidente sênior de soluções de inteligência artificial aplicada da AWS.
No texto, a executiva afirmava incorretamente que funcionários dos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica já haviam sido informados sobre a perda dos empregos. Pouco depois do envio, o convite para a reunião foi cancelado, o que aumentou a insegurança entre os trabalhadores.
Demissões seguem tendência no setor de tecnologia
A nova rodada de cortes da Amazon ocorre em meio a um movimento mais amplo de ajustes no setor de tecnologia, que tem passado por demissões em massa nos últimos anos. Empresas do segmento vêm revisando estruturas e reduzindo custos após um período de forte expansão durante a pandemia.
Apesar do impacto dos desligamentos, a Amazon destacou que não prevê um ciclo contínuo de demissões frequentes. Segundo a empresa, cada equipe seguirá avaliando sua estrutura e fazendo ajustes pontuais quando necessário, conforme o cenário de negócios.
A companhia afirmou ainda que o ambiente global de rápidas mudanças exige decisões constantes para manter competitividade, inovação e foco no atendimento aos clientes.


