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Banco Itaú e ONG Gerando Falcões transformam pontos do cartão em apoio ao empreendedorismo feminino nas periferias

Uma parceria entre o Itaú Unibanco e a Gerando Falcões (ONG focada em desenvolvimento social que atua em favelas e periferias de todo o Brasil) criou um sistema onde clientes do banco podem doar pontos acumulados no cartão de crédito para financiar iniciativas de empreendedorismo feminino em periferias paulistas.

Os pontos doados são convertidos em recursos destinados ao projeto ASMARA, negócio social criado em 2023 para apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade que já atendeu mais de 3 mil pessoas no Estado de São Paulo.

A proposta conecta programas de fidelidade a ações de impacto social. Na prática, os pontos doados pelos clientes são transformados em capacitação e microcrédito, permitindo que as participantes iniciem ou ampliem pequenos negócios e aumentem a autonomia financeira.

Leia também: Mulheres do Nordeste e jovens do Sudeste lideram desemprego no fim de 2025

Iniciativa do Itaú com a ONG Gerando Falcões pode mudar a situação de milhares de mulheres | Foto: Reprodução/Gerando Falcões
Iniciativa do Itaú com a ONG Gerando Falcões pode mudar a situação de milhares de mulheres | Foto: Reprodução/Gerando Falcões

Como funciona a doação dos pontos do Itaú?

A doação pode ser feita diretamente pelo aplicativo do banco, na área “Pontos e Benefícios Itaú”, na seção de doações. O cliente escolhe quantos pontos deseja destinar ao programa, e o valor é convertido em recursos para o programa.

A iniciativa busca integrar ações sociais à jornada digital dos clientes, permitindo que benefícios acumulados no dia a dia possam gerar impacto direto nas comunidades.

Impacto nas periferias

O ASMARA tem como meta triplicar o número de apoios à comunidade nos próximos anos. O programa oferece capacitação, orientação e acesso a microcrédito para que moradoras de favelas e periferias possam investir em seus próprios empreendimentos.

Em entrevista ao Meio&Mensagem, Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões, revelou que a parceria mostra como ferramentas financeiras podem ser usadas para combater desigualdades. Segundo ele, transformar pontos de cartão em recursos para mulheres das periferias ajuda a criar novas oportunidades de renda e desenvolvimento nas comunidades.

Do lado do banco, Michele Vita, diretor de Beyond Banking (estratégia em que bancos ampliam sua atuação para oferecer serviços além dos tradicionais, como seguros, benefícios e até marketplace dentro do aplicativo) do Itaú Unibanco, afirmou também ao Meio&Mensagem que a ideia é ampliar modelos de impacto social por meio da participação dos clientes.

O que isso significa para a economia?

Iniciativas que estimulam o empreendedorismo feminino nas periferias têm impacto direto na economia local. Pequenos negócios criados por mulheres em comunidades geram renda, fortalecem o comércio de bairro e ampliam o acesso a serviços.

Para famílias beneficiadas, o acesso à capacitação e ao crédito pode representar a diferença entre depender de empregos informais e construir uma fonte de renda própria. Além disso, programas desse tipo ajudam a inserir mais mulheres no sistema financeiro, aumentando o acesso a contas bancárias, crédito e planejamento financeiro.

A parceria mostra como instrumentos tradicionais do mercado financeiro, como programas de pontos, podem ser adaptados para apoiar iniciativas sociais e ampliar oportunidades econômicas nas periferias brasileiras.

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