O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 deve começar no dia 16 de março e seguir até 29 de maio. A confirmação oficial será feita pela Receita Federal, órgão do governo responsável por cobrar e fiscalizar tributos, como o Imposto de Renda.
O Imposto de Renda é um tributo cobrado sobre os ganhos das pessoas, como salário, aposentadoria, aluguel e outras fontes de renda. Todos os anos, parte dos trabalhadores precisa prestar contas ao governo, informando quanto recebeu e quanto pagou de imposto.

Uma novidade importante é que a isenção de imposto de quem ganha até R$ 5.000 por mês começou apenas no desconto nos contracheques em 2026. No entanto, ela só vai se refletir na declaração de 2027.
Quem precisa declarar o Imposto de Renda 2026?
As regras finais ainda serão divulgadas, mas devem seguir critérios semelhantes aos do ano passado. Em geral, precisa declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano.
Rendimentos tributáveis são valores sobre os quais o imposto pode ser cobrado, como:
- Salário;
- Aposentadoria;
- Pensão;
- Aluguel.
Também é obrigado a declarar quem:
- Recebeu rendimentos isentos acima de R$ 200 mil. Esses rendimentos isentos são valores que não pagam imposto, como saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(FGTS), e poupança, por exemplo;
- Teve lucro com venda de imóvel, carro ou outro bem;
- Fez vendas na Bolsa de Valores acima de R$ 40 mil;
- Possuía bens acima de R$ 800 mil, como casa, apartamento, terreno ou veículo;
- Teve receita rural acima de R$ 169.440;
- Passou a morar no Brasil no ano passado.
Mesmo quem não é obrigado pode declarar, principalmente se tiver direito à restituição, que é a devolução de imposto pago a mais.
Tabela do Imposto de Renda define quanto cada pessoa paga
O valor do imposto depende da renda da pessoa e ele é calculado com base em uma tabela criada pelo governo. Quanto maior for o rendimento, maior é a alíquota, que é o percentual usado para calcular o imposto.
Veja a tabela anual usada como base:
- Até R$ 28.467,20 por ano: isento;
- De R$ 28.467,21 até R$ 33.919,80: paga 7,5%;
- De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60: paga 15%;
- De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16: paga 22,5%;
- Acima de R$ 55.976,16: paga 27,5%.
Isso não significa que todo o salário será cobrado nessa porcentagem, pois existem descontos permitidos.
Despesas podem reduzir o valor do imposto
Alguns gastos podem gerar a dedução de valores, que seria a diminuição do valor do imposto devido. Entre os principais descontos permitidos estão:
- Dependentes: até R$ 2.275,08 por ano por pessoa incluída;
- Educação: até R$ 3.561,50 por ano;
- Saúde: sem limite, desde que comprovado;
- Desconto simplificado: até R$ 16.754,34 por ano;
- Guardar comprovantes dessas despesas é importante porque eles podem reduzir o imposto ou aumentar a restituição.
Informe de rendimentos é documento essencial
As empresas têm até 27 de fevereiro para entregar o informe de rendimentos. Esse documento mostra tudo o que o trabalhador recebeu no ano e quanto já foi pago de imposto e é fundamental para preencher a declaração corretamente. Organizar com antecedência esses papéis pode evitar erros e problemas com a Receita Federal. É importante separar:
- Recibos médicos e odontológicos;
- Comprovantes de escola;
- Extratos bancários;
- Documentos de compra ou venda de imóveis e veículos.
Declaração pré-preenchida facilita o envio
Uma das facilidades é a declaração pré-preenchida, que já vem com várias informações incluídas automaticamente. Isso é possível porque empresas, bancos, planos de saúde e o Instituto Nacional do Seguro Social, conhecido como INSS, enviam dados diretamente ao governo. Quem usa essa opção tem prioridade na restituição. Também têm prioridade:
- Idosos;
- Professores;
- Pessoas com deficiência;
Quem escolhe receber por Pix, sistema de pagamento instantâneo.
Como fazer a declaração do Imposto de Renda?
O envio pode ser feito de três formas:
- Pelo programa no computador;
- Pelo aplicativo Meu Imposto de Renda no celular;
- Pelo site eCAC, que é o portal de serviços da Receita Federal.
Para usar a declaração pré-preenchida, é necessário ter conta no portal Gov.br com nível prata ou ouro, que são níveis mais seguros de acesso.
Organização evita erros e ajuda a receber restituição mais rápido
É importante se preparar e não deixar o envio para a última hora, separando documentos e verificando as informações com antecedência para evitar erros. Mesmo quem acha que não precisa declarar deve verificar as regras com atenção, pois o envio fora do prazo gera multa e pode trazer problemas com o CPF, que é o documento usado para identificar o cidadão junto ao governo. A declaração é uma obrigação anual importante e, quando feita corretamente, pode até garantir a devolução de dinheiro ao contribuinte.


