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Copa do Mundo 2026 deve render R$ 58 bilhões para a FIFA

A Copa do Mundo é o principal motor financeiro da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e responsável por representar mais de 75% das receitas totais da entidade em cada ciclo de quatro anos. O torneio movimenta bilhões de dólares a cada edição e concentra receitas vindas de direitos de transmissão, patrocínios globais, venda de ingressos, hospitalidade, licenciamento e produtos oficiais.

Para a edição de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, a FIFA projeta uma arrecadação histórica de US$ 11 bilhões, o equivalente a R$ 58,1 bilhões, no ciclo comercial entre 2023 e 2026, o maior faturamento já registrado pela entidade.

A expansão do torneio para 48 seleções, o aumento do número de partidas e a ampliação dos contratos globais de mídia e patrocínio devem impulsionar os ganhos a níveis inéditos.

Direitos de transmissão, patrocínios e venda de ingressos transformam a Copa do Mundo na principal fonte bilionária de receita da FIFA | Foto: Divulgação FIFA
Direitos de transmissão, patrocínios e venda de ingressos transformam a Copa do Mundo na principal fonte bilionária de receita da FIFA | Foto: Divulgação FIFA

Direitos de transmissão lideram faturamento da Copa do Mundo

A principal fonte de receita da FIFA continua sendo a venda dos direitos de transmissão da Copa do Mundo para emissoras de televisão e plataformas digitais.

Segundo o orçamento oficial da entidade, a previsão é arrecadar US$ 4,264 bilhões (cerca de R$ 21,57 bilhões) apenas com contratos de mídia e transmissão no ciclo atual da Copa de 2026.

As negociações envolvem TVs abertas, canais esportivos, serviços de streaming e plataformas digitais em dezenas de países. O Mundial é considerado um dos produtos esportivos mais valiosos do planeta em audiência global.

A FIFA já fechou acordos de transmissão para diversos mercados internacionais, incluindo Reino Unido, França, Holanda, Turquia e países do continente africano. O crescimento das plataformas digitais também mudou o modelo de negócios da entidade, que passou a ampliar contratos com empresas de streaming e distribuição online.

Patrocínios da Copa devem movimentar até US$ 3 bilhões

Os contratos de marketing e patrocínio aparecem como a segunda maior fonte de arrecadação do torneio.

As projeções indicam que apenas os acordos comerciais ligados ao Mundial de 2026 devem movimentar entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3 bilhões (aproximadamente R$ 12,57 bilhões e R$ 15,15 bilhões, respectivamente) em receitas para a FIFA.

Segundo a entidade, o modelo comercial da Copa é dividido em quatro categorias:

  • FIFA Partners: parceiros globais com presença em todas as competições da entidade;
  • FIFA World Cup Sponsors: patrocinadores oficiais exclusivos da Copa do Mundo;
  • Tournament Supporters: apoiadores regionais ligados aos países-sede;
  • Official Suppliers e Licensed Partners: fornecedores oficiais e empresas licenciadas para produtos e serviços do torneio.

Entre os principais patrocinadores globais estão Adidas, Coca-Cola, Visa, Hyundai/Kia, Qatar Airways, Lenovo e Aramco. Já os patrocinadores diretamente ligados à Copa do Mundo de 2026 incluem marcas como McDonald’s, Hisense, Bank of America, AB InBev, Mengniu Dairy, Unilever e Frito-Lay.

Os contratos garantem às empresas exposição em transmissões internacionais, publicidade nos estádios, campanhas promocionais, ações digitais e uso oficial da marca da Copa do Mundo.

Ingressos e hospitalidade geram bilhões em receitas

A venda de ingressos também representa uma parcela bilionária das receitas do campeonato. A FIFA estima arrecadar cerca de US$ 3,097 bilhões (R$ 15,63 bilhões) com bilheteria, hospitalidade premium e pacotes corporativos.

Além dos ingressos tradicionais, a entidade comercializa:

  • Camarotes VIP;
  • Experiências exclusivas;
  • Áreas premium;
  • Pacotes de hospitalidade corporativa.

Com mais jogos e estádios maiores em 2026, a expectativa é de recorde de público e aumento da arrecadação com bilheteria.

Produtos oficiais e licenciamento fortalecem os ganhos

licenciamento global da marca do torneio.

A FIFA recebe royalties (valores pagos ao proprietário de um bem ou criação pelo direito de uso, exploração ou comercialização) de empresas autorizadas a fabricar e comercializar:

  • Camisas oficiais;
  • Bolas da Copa;
  • Bonés;
  • Miniaturas;
  • Itens colecionáveis;
  • Acessórios esportivos.

A previsão da entidade é arrecadar US$ 669 milhões (R$ 3,4 bilhões) com contratos de licenciamento ligados à Copa do Mundo de 2026. A comercialização de produtos oficiais se tornou ainda mais estratégica com o crescimento do e-commerce global e das vendas digitais durante grandes eventos esportivos.

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