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Entenda o que são os ETFs, investimento em fundos europeus, e como funcionam

Investir fora do Brasil tem atraído um número cada vez maior de brasileiros que buscam distribuir melhor o dinheiro e reduzir a dependência da economia nacional. Entre as alternativas que começam a ganhar espaço estão os chamados UCITS ETFs, conhecidos no mercado como ETFs europeus.

ETFs Europeus são opções de fundos de investimento
UCITS ETFs podem ser vendidos em diversos países europeus e se tornaram bastante populares entre pessoas que investem no exterior | Foto: Reprodução / Canva

Esses fundos ampliam as opções para quem deseja investir em outros países sem precisar comprar ações, títulos ou outros investimentos estrangeiros separadamente. Embora o nome ainda seja pouco conhecido pela maior parte dos brasileiros, o funcionamento é relativamente simples e parecido com produtos já encontrados no mercado nacional.

O que são os UCITS ETFs?

Os UCITS ETFs são fundos de investimento negociados em bolsa que seguem regras criadas pela União Europeia para aumentar a segurança dos investidores e garantir mais transparência sobre onde o dinheiro está sendo aplicado.

A sigla ETF vem do inglês Exchange Traded Fund. Esse tipo de fundo reúne vários investimentos em uma única carteira. Ao comprar uma cota, o investidor passa a ter participação em diversos ativos ao mesmo tempo. Em vez de escolher ações de várias empresas ou aplicações diferentes uma por uma, a pessoa compra uma única cota e acessa uma carteira já pronta.

Já a sigla UCITS identifica fundos que seguem normas adotadas em países da Europa. Essas regras definem limites de risco, exigem mais divulgação de informações e estabelecem critérios para proteger os investidores.

Como funciona esse tipo de investimento?

A principal característica dos UCITS ETFs é reunir diferentes aplicações em um único produto. Dependendo da opção escolhida, o investidor pode ter acesso a empresas dos Estados Unidos, da Europa, da Ásia ou até de várias regiões do mundo ao mesmo tempo.

Também existem fundos voltados para títulos emitidos por governos e empresas. Esses títulos funcionam como uma espécie de empréstimo: o investidor empresta dinheiro e recebe uma remuneração em troca ao longo do tempo.

Em vez de montar uma carteira com dezenas de investimentos diferentes, a pessoa compra uma única cota e acompanha o desempenho de todos os ativos que fazem parte daquele fundo. Isso facilita a entrada de quem deseja começar a investir fora do Brasil, mas ainda não tem conhecimento suficiente para selecionar aplicações internacionais individualmente.

Por que esse mercado tem crescido?

O interesse dos brasileiros por investimentos internacionais aumentou bastante nos últimos anos. Uma das principais razões é a busca por diversificação, distribuindo o dinheiro em diferentes tipos de investimento para evitar que tudo dependa do desempenho de um único país ou setor da economia.

Quando todos os recursos ficam concentrados apenas no Brasil, situações como inflação elevada, juros altos, valorização do dólar ou períodos de crescimento econômico mais fraco podem afetar mais diretamente os resultados. Ao incluir investimentos de outros países na carteira, o investidor amplia as possibilidades e reduz a dependência do mercado brasileiro.

Outro fator que ajudou nesse crescimento foi o avanço das plataformas digitais. Hoje, investir no exterior é muito mais simples do que era há alguns anos, quando esse tipo de aplicação era visto como algo distante da realidade da maioria dos brasileiros.

Quais opções estão disponíveis?

Os UCITS ETFs costumam atender diferentes perfis de investidores. Há fundos focados em renda fixa internacional, que aplicam em títulos emitidos por governos e empresas de vários países. Esses papéis costumam oferecer uma remuneração previamente definida ou ligada a indicadores econômicos.

Outros fundos acompanham bolsas de valores e permitem investir em ações de empresas estrangeiras sem precisar comprar cada papel individualmente. Também existem alternativas ligadas a regiões específicas do mundo, setores da economia ou estratégias mais amplas que reúnem investimentos globais em uma única carteira.

Alguns produtos oferecem exposição a commodities, que são matérias-primas como petróleo, café, soja e minério de ferro, além de criptoativos, categoria que inclui moedas digitais como o bitcoin.

Essa variedade permite que cada pessoa escolha uma estratégia mais adequada aos próprios objetivos e ao nível de risco que está disposta a assumir.

Vale a pena investir em ETFs europeus?

A resposta depende dos objetivos financeiros e do perfil de cada investidor. Os UCITS ETFs têm chamado atenção porque oferecem acesso a mercados internacionais por meio de uma única aplicação, facilitando a construção de uma carteira mais diversificada.

Isso não significa que o investimento esteja livre de riscos. Os resultados podem variar de acordo com o desempenho da economia mundial, das empresas presentes nos fundos e também das oscilações cambiais, que são as mudanças no valor de moedas como dólar e euro.

Mesmo assim, o crescimento desse mercado mostra uma mudança importante no comportamento dos brasileiros. Com mais informação e acesso facilitado a produtos globais, investir fora do país deixou de ser uma alternativa restrita a grandes investidores e passou a fazer parte do planejamento financeiro de um público cada vez mais amplo.

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