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Novo Desenrola Brasil é prorrogado por 60 dias; veja quem pode renegociar dívidas e como participar

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O prazo do Novo Desenrola Brasil foi ampliado por mais 60 dias. A decisão foi oficializada na última terça-feira, 23 de junho, pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, por meio da prorrogação da Medida Provisória (MP) 1.355/2026, que criou a nova versão do programa de renegociação de dívidas do governo federal.

Novo Desenrola é prorrogado
A medida garante que as regras do programa continuem valendo enquanto o texto ainda é analisado pelo Congresso Nacional | Foto : Reprodução / Canva

A MP havia sido editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio e agora seguirá em vigor por mais dois meses.

A iniciativa tem como objetivo ajudar famílias, estudantes, aposentados, pensionistas, agricultores familiares, microempreendedores e pequenas empresas a reorganizar a vida financeira, negociar débitos em atraso e voltar a ter acesso ao crédito.

Quem pode participar do Novo Desenrola?

O principal braço do programa é voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Podem entrar na renegociação dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e dois anos.

Entre os débitos que podem ser incluídos estão:

  • Cartão de crédito;
  • Cheque especial;
  • Crédito pessoal sem desconto em folha;
  • Empréstimos contratados para quitar outras dívidas.

Quem ainda possui pendências da edição anterior do Desenrola não poderá aderir à nova etapa do programa.

Programa não perdoa dívidas

Apesar de facilitar a negociação, o Novo Desenrola não apaga automaticamente os débitos. O objetivo é permitir que o consumidor troque uma dívida mais cara por outra com condições melhores, incluindo descontos, juros menores e prazo maior para pagamento. Os descontos podem variar entre 30% e 90%, dependendo do tipo da dívida e do tempo de atraso.

Nas dívidas de cartão de crédito e cheque especial, por exemplo, o abatimento pode chegar a 90% nos casos mais antigos. Já no crédito pessoal, os descontos podem alcançar até 80%.

Juros menores e prazo de até quatro anos

Outra mudança importante é o limite para os juros cobrados nas renegociações. Segundo as regras do programa, a taxa máxima será de 1,99% ao mês, enquanto o prazo para pagamento poderá chegar a 48 meses. A primeira parcela poderá ser paga em até 35 dias após a contratação do novo acordo. O valor máximo da dívida renegociada será de R$ 15 mil por instituição financeira, já considerando os descontos aplicados.

FGTS poderá ser usado para reduzir a dívida

Uma das principais novidades desta edição é a possibilidade de utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar na quitação dos débitos. O trabalhador poderá usar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, caso esse valor seja maior. O uso do dinheiro do fundo só poderá ocorrer após a renegociação da dívida. A medida foi criada para garantir que os descontos sejam aplicados antes da utilização dos recursos do trabalhador.

O programa também prevê a retirada da negativação em alguns casos. As instituições financeiras deverão excluir dos registros de inadimplência pessoas com dívidas de até R$ 100. Já para valores superiores, a retirada do nome dos cadastros dependerá da adesão à renegociação e do cumprimento do acordo firmado.

O Novo Desenrola não é destinado apenas às famílias. A medida também inclui estudantes com parcelas atrasadas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), microempreendedores, pequenas empresas e agricultores familiares.

No caso do Fies, estudantes poderão obter descontos sobre juros, multas e até parte do saldo devedor, dependendo do tempo de atraso e da situação cadastral. Já para empresas, o programa amplia condições de crédito e aumenta os prazos para pagamento de financiamentos.

Como participar?

A orientação do governo é que os interessados procurem diretamente os canais oficiais das instituições financeiras.

A negociação pode ser feita por meio de:

  • Aplicativos dos bancos;
  • Sites oficiais;
  • Centrais de atendimento;
  • Agências bancárias.

Mas é importante ter atenção para evitar golpes. O consumidor não deve clicar em links recebidos por mensagens, redes sociais ou aplicativos de conversa sem verificar a origem. Também não é indicado fornecer senhas ou dados bancários fora dos canais oficiais.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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