A capital federal entrou oficialmente na contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, competição que transformará o país no centro das atenções do esporte mundial.
Muito além do espetáculo esportivo, a proximidade do torneio representa uma oportunidade estratégica para movimentar a economia local e consolidar o futebol feminino como um mercado altamente rentável para investidores e comércio.
Se hoje os holofotes estão voltados para craques na maior competição masculina do planeta, em junho do próximo ano serão as estrelas do futebol feminino que desembarcarão em solo brasileiro para disputar o título diante de uma audiência global estimada em bilhões de espectadores.

Impacto Financeiro da Copa do Mundo Feminina no Brasil
A transição de espectador em 2026 para anfitrião em 2027 coloca o país na liderança do mercado de turismo esportivo na América do Sul.
O evento será realizado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, reunindo 32 seleções e 64 partidas distribuídas por oito cidades brasileiras. A marca de um ano para o início do torneio simboliza o início da fase final de preparação das sedes, entre elas Brasília, que receberá partidas da competição no Estádio Nacional Mané Garrincha.
A expectativa do mercado financeiro e de negócios é que o torneio siga a linha de crescimento de edições anteriores, como a de 2023 na Austrália e Nova Zelândia, que gerou mais de US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 6,77 bilhões) em receitas globais e impulsionou fortemente o comércio interno dos países organizadores.
Os principais setores beneficiados incluem:
- Hotelaria e hospedagem: Expectativa de alta ocupação no setor hoteleiro do país durante todas as fases da competição.
- Serviços e alimentação: Bares, restaurantes, transportes e comércio de rua devem registrar picos de faturamento devido ao fluxo de turistas nacionais e estrangeiros.
- Geração de empregos: Abertura de vagas de trabalho temporárias e oportunidades para prestadores de serviços em logística, segurança e eventos.