A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre móvel encerrado em maio de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 26 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma leve queda em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, quando estava em 5,8%, e é o menor já registrado para meses de maio desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Mais de 102 milhões de brasileiros estão trabalhando
A população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas, crescimento de 0,5% na comparação com o trimestre anterior, o equivalente a mais 558 mil trabalhadores. Em relação ao mesmo período de 2025, o aumento foi de 840 mil pessoas, alta de 0,8%. Enquanto isso, o número de desempregados permaneceu praticamente estável em 6,1 milhões de pessoas. Na comparação com um ano atrás, porém, houve redução de 624 mil brasileiros, uma queda de 9,3%.
O nível de ocupação, que representa a proporção de pessoas trabalhando entre a população em idade para trabalhar, ficou em 58,6%, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior.
Trabalho com carteira assinada permanece estável
O levantamento também mostra estabilidade nas principais formas de ocupação. O Brasil terminou o trimestre com 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, sem considerar os empregados domésticos. O número praticamente não mudou tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação anual.
Também permaneceram estáveis:
- 13,4 milhões de empregados sem carteira assinada;
- 26 milhões de trabalhadores por conta própria;
- 5,4 milhões de trabalhadores domésticos, embora esse grupo tenha registrado redução de 328 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade ficou em 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores. O índice caiu ligeiramente em relação aos 37,5% registrados no trimestre encerrado em fevereiro e também ficou abaixo dos 37,8% observados um ano antes.
Cai número de pessoas subutilizadas e desalentadas
Outro indicador que apresentou melhora foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desempregadas, aquelas que gostariam de trabalhar mais horas e quem desistiu de procurar emprego. O percentual caiu para 13,3%, ante 14,1% no trimestre anterior e 14,9% no mesmo período de 2025.
Ao todo, 15,1 milhões de brasileiros estavam nessa condição, uma redução de 920 mil pessoas em relação ao trimestre anterior e de 1,9 milhão na comparação anual.
Já o número de pessoas desalentadas, que são aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga, recuou para 2,4 milhões, queda de 10,2% no trimestre e de 14,6% em relação ao ano passado.
Renda do trabalhador fica estável no trimestre
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.726 por mês. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas representa crescimento de 4% na comparação com o mesmo período de 2025.
A massa de rendimentos, que corresponde à soma dos salários recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 377,7 bilhões, mantendo estabilidade no trimestre e registrando alta de 4,8% em um ano, o equivalente a um aumento de R$ 17,3 bilhões.
Transporte e setor público puxaram criação de vagas
Entre os setores da economia, apenas dois registraram crescimento significativo no número de trabalhadores na comparação com o trimestre anterior:
- Transporte, armazenagem e correio, com alta de 3%, o equivalente a mais 177 mil pessoas;
- Administração pública, educação, saúde e serviços sociais, que cresceram 3,1%, com acréscimo de 591 mil trabalhadores.
Na comparação com maio de 2025, também houve avanço nas atividades de agricultura, além dos setores de transporte e administração pública.


