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Taxa das blusinhas: Senado aprova fim do imposto de 20% em compras de até US$ 50

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O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira, 3 de setembro, a medida provisória que acaba com a “taxa das blusinas”, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais, de até US$ 50, cerca de R$ 257, feitas pela internet e enviadas ao Brasil por meio de remessas postais.

A proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente da República. Se for sancionada, a medida será transformada definitivamente em lei.

A “taxa das blusinhas” ganhou esse apelido por atingir principalmente compras de baixo valor feitas em sites estrangeiros.

Taxa das blusinhas: Senado aprova fim do imposto de 20% em compras de até US$ 50
A mudança interessa especialmente a consumidores que usam essas plataformas para procurar produtos mais baratos | Foto: Reprodução / Canva

Além de zerar o imposto para compras de até US$ 50, o texto aprovado pelos parlamentares reduz de 60% para 30% o imposto de importação para compras de até US$ 3 mil enviadas por remessas postais.

O que muda para quem compra pela internet?

Hoje, compras internacionais de até US$ 50 estão sujeitas ao imposto de importação de 20% previsto na regra que a nova medida pretende alterar. Com o texto aprovado, esse imposto será zerado para compras dentro desse limite, caso sejam feitas pela internet e enviadas por remessas postais.

Para o consumidor, isso pode representar uma mudança no valor final pago por produtos comprados fora do país. A proposta, porém, ainda precisa da sanção presidencial para entrar definitivamente em vigor como lei.

O texto também prevê uma redução no imposto para compras de valor maior. Para remessas de até US$ 3 mil, a alíquota, que é o percentual usado para calcular o imposto, cairá de 60% para 30%.

Medicamentos também terão isenção de taxas em um caso específico

Durante a tramitação da medida, a relatora, senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), incluiu uma mudança para medicamentos. O texto aprovado prevê imposto de importação zero para medicamentos que não tenham versão similar disponível no Brasil.

Segundo a senadora, muitas pessoas recorrem às compras internacionais de pequeno valor para encontrar produtos mais baratos e conseguir encaixar essas despesas no orçamento.

Governo terá de acompanhar os efeitos da mudança

A nova regra não ficará sem acompanhamento. O texto determina que o Ministério da Fazenda faça avaliações periódicas para verificar os efeitos da isenção. A primeira análise deverá ocorrer em três meses. Depois, as avaliações serão feitas a cada seis meses.

Também haverá uma avaliação anual da isenção tributária. A ideia é observar os efeitos da mudança sobre emprego, renda, preços e indústria nacional.

Com esse acompanhamento, o governo poderá verificar se a redução dos impostos está ajudando os consumidores sem provocar desequilíbrios importantes para empresas e trabalhadores brasileiros.

Plataformas terão novas obrigações

A medida também cria regras para sites e plataformas digitais que vendem produtos do exterior, além de empresas responsáveis pelo transporte dessas encomendas.

Essas empresas terão de adotar mecanismos para identificar possíveis irregularidades, como subfaturamento, quando o valor declarado de uma mercadoria é menor que o valor real; e fracionamento artificial de remessas, quando uma compra é dividida de forma proposital para tentar reduzir impostos.

Também deverão existir mecanismos para identificar remetentes ocultos, acompanhar quem vende os produtos e monitorar operações consideradas suspeitas.

As plataformas e os operadores logísticos ainda terão de guardar registros das operações e cooperar com a Receita Federal, órgão responsável pela fiscalização dos tributos e das mercadorias que entram no país.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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