IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

Mercado prevê novo corte da Selic em 2026, para 13,50%

Por

·

O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a previsão da Selic, a taxa básica de juros, a Selic, no fim de 2026. A nova estimativa foi divulgada nesta segunda-feira, 21 de setembro, pelo Banco Central, no Boletim Focus, e indica que os analistas consultados esperam mais uma redução dos juros ainda neste ano.

A mudança ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual. Com o corte, a taxa passou a 13,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para tentar controlar a inflação.

Mercado prevê novo corte da Selic em 2026, para 13,50%
A expectativa de uma taxa menor até o fim do ano reforça a possibilidade de continuidade dos cortes nos próximos meses, em um cenário no qual a inflação permanece relativamente controlada | Foto: Reprodução / Canva

Para 2027, o mercado manteve a previsão de Selic em 12% ao ano. Também não houve mudança nas estimativas para 2028 e 2029, que continuam em 10,50% e 10%, respectivamente.

O que a queda dos juros muda?

A Selic influencia o custo do dinheiro no país. Quando a taxa está alta, os empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros, o que pode fazer famílias e empresas reduzirem o consumo e adiarem compras ou investimentos.

Com uma redução dos juros, a intenção é facilitar o acesso ao crédito e estimular o consumo e os investimentos. Isso não significa, porém, que os juros cobrados pelos bancos caiam na mesma proporção ou imediatamente.

As instituições financeiras também levam em conta outros fatores ao definir quanto vão cobrar dos clientes, como o risco de uma pessoa ou empresa não pagar a dívida, além dos custos para manter as operações e da margem de lucro.

Inflação tem leve alta na previsão

Apesar da expectativa de juros menores, o mercado elevou ligeiramente a previsão para a inflação oficial de 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,90% para 4,92%.

Para 2027, a previsão permaneceu em 4,30%, enquanto a estimativa para 2028 continuou em 3,80%.

Mercado reduz previsão para crescimento da economia

O Boletim Focus também mostrou uma pequena redução na expectativa para o crescimento da economia brasileira. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,89% para 1,88%.

Para 2027, a estimativa caiu de 1,45% para 1,43%, enquanto a previsão para 2028 permaneceu em 1,87%.

No mercado de câmbio, as projeções ficaram estáveis. A expectativa é de que o dólar termine 2026 em R$ 5,20, passe para R$ 5,28 em 2027 e chegue a R$ 5,30 em 2028.

As novas projeções mostram um mercado que espera juros um pouco menores até o fim deste ano, mas com uma previsão de inflação levemente mais alta para 2026 e crescimento econômico um pouco menor nos próximos anos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade