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Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões

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A Chilli Beans entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 340 milhões em dívidas com bancos. A rede brasileira de óculos e relógios apresentou um plano, alinhado com seus principais credores, que prevê novos prazos e condições de pagamento. A proposta também inclui um aporte de até R$ 50 milhões para financiar a reestruturação do negócio.

O pedido foi apresentado à Justiça neste sábado, 31 de outubro. Segundo a empresa, a negociação envolve apenas os débitos com instituições financeiras. As dívidas com fornecedores, funcionários e outros parceiros comerciais ficam de fora do plano.

Chilli Beans pede recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões
A recuperação extrajudicial é uma alternativa para empresas que precisam reorganizar suas contas e negociar prazos para pagar o que devem | Foto: Reprodução / Canva

Diferentemente da recuperação judicial, o acordo é construído diretamente entre a companhia e seus credores, antes de ser levado à Justiça para homologação.

O que acontece com as dívidas da Chilli Beans?

O plano apresentado pela rede busca estabelecer novas condições para o pagamento dos R$ 340 milhões em débitos bancários. O aporte de até R$ 50 milhões previsto na proposta deve ajudar a financiar a reestruturação da empresa.

Como a negociação não inclui fornecedores, funcionários e demais parceiros, os compromissos com esses grupos não fazem parte do pedido. O foco está nas dívidas financeiras da companhia com os bancos.

A recuperação extrajudicial permite que a empresa tente chegar a um acordo com seus credores sem passar pelo processo de recuperação judicial. Depois de negociar as condições, a companhia apresenta o plano à Justiça, que pode homologar o acordo.

Outras empresas também recorreram à recuperação

A Chilli Beans não é a única empresa a buscar alternativas para reorganizar suas dívidas em 2026. Em agosto, o Grupo Gennius, responsável pelas redes Habib’s, Ragazzo e Tendall, pediu recuperação judicial. No mesmo mês, a petroquímica Braskem também entrou com um pedido de recuperação extrajudicial.

Os dois mecanismos têm o objetivo de permitir que empresas renegociem dívidas, mas funcionam de maneiras diferentes. Na recuperação judicial, a companhia apresenta um plano à Justiça e precisa seguir as etapas previstas no processo, que envolve os credores. Já na extrajudicial, a negociação é feita diretamente com os credores que participam do acordo, antes da homologação judicial.

Considerando os pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, o país já soma 13 solicitações em 2026, segundo o levantamento informado.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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