[anhembi_header_banner]

Restituição do IR não caiu? Entenda o que fazer

A terceira rodada de restituição do Imposto de Renda 2025 está prestes a ser paga, com previsão de depósito no dia 31 de julho. No entanto, muitos contribuintes continuam ansiosos ou confusos sobre quando e se receberão seus valores.

A expectativa é grande porque, a partir deste lote, não apenas quem tem prioridade legal será contemplado, mas também pessoas sem esse tipo de preferência. Mesmo assim, se você consultou a situação da sua restituição e ainda não recebeu nada, há caminhos para entender o que está acontecendo e, se necessário, corrigir possíveis problemas.

O lote foi fechado no dia 17 de julho e, segundo a Receita Federal, quem entregou a declaração até o dia 16 daquele mês tem chances de estar entre os contemplados. O calendário deste ano prevê cinco lotes no total, com pagamentos que começaram em 30 de maio e vão até 30 de setembro.

Restituição do IR 2025 não caiu na conta do contribuinte
Imposto de Renda tem correção da taxa Selic para quem recebe a partir do segundo lote | Foto: Reprodução/ Canva

O terceiro lote, portanto, marca o momento em que pessoas fora do grupo prioritário começam a ser incluídas nos pagamentos. Até agora, os dois primeiros lotes foram destinados a idosos, pessoas com deficiência ou doenças graves, profissionais do magistério com essa atividade como principal fonte de renda, e contribuintes que optaram por usar a declaração pré-preenchida e o Pix como forma de recebimento. Entre aqueles que não têm prioridade legal, são favorecidos os que enviaram a declaração com mais antecedência.

Quando o dinheiro não cai na conta

Se você já verificou no sistema da Receita que sua restituição foi liberada, mas ainda não viu o dinheiro cair na conta, o primeiro passo é manter a calma. Isso pode ocorrer por uma série de motivos, e a maioria tem solução simples.

Em muitos casos, o erro está nos dados bancários informados — seja uma conta desativada, número de agência incorreto ou tipo de conta diferente do indicado. Também é comum a restituição não ser paga se houver inconsistências nos dados pessoais, como erros de digitação no nome do titular ou nos dados de dependentes.

Outra razão que pode impedir o crédito é a presença de pendências na própria declaração. Quando o sistema da Receita identifica divergências ou dúvidas nos dados informados, o documento pode ser retido para verificação — o que muitos conhecem como “malha fina”. Nesses casos, o contribuinte deve revisar cuidadosamente sua declaração no sistema e, se necessário, fazer uma retificação.

Essa retificação pode ser enviada de forma eletrônica e, em geral, o novo processamento leva de 8 a 20 dias úteis. Após o envio, é possível acompanhar a situação pelo portal e-CAC, onde também ficam disponíveis os dados detalhados da restituição, incluindo valor, data de liberação e correção aplicada.

Mesmo após a retificação, nem sempre a restituição é paga imediatamente. O contribuinte entra novamente na fila, e pode ser incluído em lotes residuais, liberados após os cinco lotes principais previstos no calendário. A consulta à restituição pode ser feita tanto pelo site da Receita quanto pelo portal e-CAC, com login via Gov.br. A partir de sete dias antes do pagamento, as informações sobre o lote são liberadas para verificação.

Correção monetária e dicas para evitar problemas

Uma informação que costuma passar despercebida é que as restituições do Imposto de Renda são corrigidas pela Selic. A partir do segundo lote, os valores pagos recebem uma atualização que inclui a taxa de 1% ao mês mais a variação da Selic acumulada desde a entrega da declaração até o pagamento. Essa correção, embora não seja muito expressiva mês a mês, garante que quem recebe nos últimos lotes não perca poder de compra devido à espera.

Para evitar atrasos ou problemas com a restituição, a principal dica é usar a declaração pré-preenchida oferecida pela Receita, que puxa automaticamente as informações disponíveis em bases oficiais, reduzindo erros.

Optar por receber o valor via Pix com a chave CPF também pode ser vantajoso, pois coloca o contribuinte em uma posição de prioridade dentro da ordem de pagamentos. Ainda assim, é fundamental revisar com cuidado todos os dados pessoais e bancários antes de enviar a declaração.

Quem perdeu o prazo de entrega, encerrado em 31 de maio, ainda pode enviar o documento, mas estará sujeito a multa. A penalidade mínima é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o contribuinte que declarar fora do prazo só será incluído em lotes residuais, pagos depois do calendário regular. Por isso, é essencial entregar a declaração o quanto antes e acompanhar com atenção sua situação no sistema da Receita.

Sugestões para você

Atualize-se.
Receba Nossa Newsletter Semanal