Outras medidas de apoio
Além da linha de crédito, o governo anunciou outras ações para proteger os exportadores brasileiros e reduzir os prejuízos. Entre elas estão:
Seguro à exportação: novos instrumentos de proteção contra riscos, como falta de pagamento ou cancelamento de contratos. Isso permitirá que bancos e seguradoras aceitem mais tipos de operações.
Adiamento de impostos: a Receita Federal poderá adiar a cobrança de tributos das empresas mais prejudicadas pelas tarifas.
Isenção de insumos: foi prorrogado por um ano o prazo do programa “drawback”, que permite importar insumos sem pagar impostos, desde que sejam usados na produção de mercadorias exportadas.
Novo Reintegra: criação de crédito tributário para desonerar as vendas externas, ou seja, reduzir a carga de impostos sobre exportações.
Compras públicas: União, estados e municípios poderão comprar parte dos produtos impactados para abastecer programas de alimentação, como merenda escolar e hospitais.
Diversificação de mercados: o governo seguirá em busca de novos países para comprar os produtos que perderam competitividade nos Estados Unidos.
Objetivo é reduzir perdas
Segundo o governo, todas essas medidas fazem parte de uma estratégia para proteger a indústria e os empregos no Brasil. O receio é que a sobretaxa americana reduza de forma significativa as vendas externas, prejudicando a balança comercial e a produção nacional.
O Planalto reforçou que o crédito emergencial e os novos instrumentos de seguro e tributação foram pensados para dar fôlego às empresas, especialmente as que têm maior dependência do mercado americano.


