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Conheça os 5 erros financeiros que destroem suas economias

Um relatório da consultoria Ramsey Solutions mostrou que 52% dos americanos vivem de salário em salário e um terço afirma estar em crise financeira. No Brasil, a situação também é desafiadora. Em agosto de 2025, 78,8% das famílias estavam endividadas, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O índice é o maior desde novembro de 2022 e registra alta pelo sétimo mês consecutivo.

Além de fatores externos como inflação, tarifas e renda limitada, o comportamento das pessoas desempenha papel decisivo. Pensando nisso, listamos os principais erros financeiros que comprometem a estabilidade e a poupança.

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Utilizando cartões de crédito ou tomando um 'cafézinho', as pessoas estouram o orçamento sem perceber |  Foto: Reprodução/Canva

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Utilizando cartões de crédito ou tomando um ‘cafézinho’, as pessoas estouram o orçamento sem perceber | Foto: Reprodução/Canva

1. Economizar apenas o que sobra

Esperar o fim do mês para ver se sobra dinheiro é arriscado. Os gastos tendem a se expandir até consumir a renda disponível, seja em jantares, contas inesperadas ou compras por impulso.

A alternativa é tratar a poupança como prioridade, separando uma parte fixa da renda logo após o recebimento do salário. Essa prática é conhecida como “pague-se primeiro”. Automatizar transferências para uma conta separada de poupança aumenta as chances de consistência.

2. Não acompanhar os gastos

Muitas vezes é fácil lembrar das contas maiores, como aluguel ou parcelas de empréstimo, mas são os pequenos gastos que corroem o orçamento. Um café diário de R$ 8, por exemplo, soma cerca de R$ 240 ao mês ou R$ 2.880 ao ano.

Para evitar perdas silenciosas, especialistas recomendam anotar despesas, usar aplicativos de controle financeiro ou planilhas. Com o tempo, é possível identificar padrões de consumo e ajustar escolhas.

3. Manter todas as economias em um só lugar

Concentrar toda a poupança em uma única conta pode levar ao uso de valores destinados a outros objetivos. Recursos de emergência, por exemplo, podem acabar sendo gastos em viagens ou compras não planejadas.

Organizar o dinheiro em contas ou fundos separados para cada meta ajuda a criar disciplina. No mínimo, é recomendado manter três reservas: uma de emergência, uma de uso recorrente e outra de longo prazo.

4. Adiar a poupança para o futuro

Adiar o início da poupança pode custar caro. Um exemplo divulgado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que investir cedo potencializa os resultados pelo efeito dos juros compostos.

Se uma pessoa guardar R$ 200 por mês durante 15 anos, com rendimento de 7% ao ano, acumulará aproximadamente R$ 340 mil até os 65 anos. Já quem começar dez anos depois, aplicando o mesmo valor, pode alcançar cerca de R$ 245 mil. Apesar de investir mais, o atraso reduz significativamente o valor final, devido ao tempo menor de capitalização.

5. Gastar mais do que ganha

Viver acima da renda é o erro mais grave. Com a facilidade do crédito — cartões, parcelamentos e programas “compre agora, pague depois” —, muitos consumidores acabam acumulando dívidas.

De acordo com o Banco Central, em julho de 2025, o custo médio do crédito rotativo do cartão de crédito estava em 422,5% ao ano. Esses juros elevam rapidamente o saldo devedor e comprometem as finanças familiares.

A recomendação é priorizar gastos essenciais, evitar dívidas para consumo imediato e adotar métodos de orçamento, como a regra 50/30/20: metade da renda para necessidades, 30% para lazer e 20% para poupança e investimentos.

Panorama de endividamento no Brasil

Os dados da CNC mostram que, em 2025, a maior parte das famílias brasileiras endividadas está comprometida com cartão de crédito (86,8%), seguido por carnês de loja (17,1%) e financiamento de carro (11,1%).

Ainda segundo a pesquisa, 29,9% das famílias declararam estar inadimplentes, sem condições de pagar contas em atraso. O índice reforça a importância de hábitos de consumo controlados e da criação de reservas de emergência para evitar que despesas inesperadas comprometam o orçamento.

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