Ações de combate e novas tecnologias
Para reduzir o impacto das perdas não técnicas, distribuidoras de energia vêm investindo em tecnologia de monitoramento e inteligência artificial. O objetivo é identificar padrões de consumo irregulares e coibir ligações clandestinas com maior precisão.
Entre as medidas adotadas estão também a instalação de equipamentos mais resistentes a fraudes e o desenvolvimento de campanhas de conscientização. A Campanha Nacional de Segurança da Abradee, por exemplo, busca alertar a população sobre os riscos à vida e os prejuízos coletivos das ligações ilegais.
Ainda assim, especialistas destacam que o combate ao furto de energia exige políticas públicas integradas e fiscalização constante, já que a prática está ligada a questões sociais, como desigualdade e falta de acesso regular a serviços básicos.
Desafios para o futuro do setor elétrico
Os dados da Aneel reforçam que o furto de energia continua sendo um dos maiores desafios do setor elétrico brasileiro. O problema impacta a sustentabilidade financeira das distribuidoras, eleva os custos para os consumidores regulares e representa riscos permanentes à segurança da população.
Combinado ao crescimento da demanda por energia e à necessidade de transição para fontes mais sustentáveis, o combate às perdas não técnicas permanece no centro do debate regulatório e de infraestrutura no Brasil.


