Durante décadas, investir no mercado exterior foi considerado o ápice da sofisticação financeira entre as grandes fortunas brasileiras. Manter parte do patrimônio em contas no exterior, acessar fundos internacionais e dolarizar ativos representava, além de uma estratégia de diversificação, um status social. Os chamados offshores (empresas, contas bancárias ou investimentos feitos em outros países) simbolizavam a ideia de estar à frente do tempo.
Esse quadro, no entanto, vem se transformando. A democratização dos serviços financeiros, a digitalização das plataformas de investimento e a maior integração global reduziram a exclusividade dos investimentos fora do Brasil. Hoje, embora seguir aplicando recursos no exterior continue relevante, já não é suficiente para garantir o status de distinção que marcou o passado.
O novo “código” de sofisticação financeira migrou para outra frente: o mercado privado, que abrange private equity (tipo de investimento em empresas que não estão na bolsa de valores. Ou seja, são empresas privadas), venture capital (investimento feito em startups ou empresas novas com alto potencial de crescimento, mas que ainda são arriscadas) crédito privado, ativos reais e co-investimentos em empresas antes da abertura de capital.



