O que muda para quem vai abrir empresa?
Até julho de 2026, todos os novos registros continuam sendo emitidos no modelo atual. Depois da data, quem abrir um negócio poderá receber um CNPJ alfanumérico. Filiais abertas depois da mudança também usarão o novo padrão, mesmo que a matriz tenha número antigo.
Por um período, dois tipos de CNPJ irão conviver: o numérico e o alfanumérico. Ambos serão aceitos em todos os órgãos públicos e privados. Não haverá distinção de valor legal entre os formatos.
A mudança não traz novas obrigações para o empreendedor comum. Não será necessário pedir troca de documentos, alterar cadastro no banco ou mudar contratos antigos. Na prática, o impacto direto é quase zero para quem já está no mercado.
Por que o formato alfanumérico foi escolhido?
A Receita estudou três alternativas: aumentar o número de dígitos, criar vínculos automáticos entre CNPJs ou misturar letras e números. A combinação alfanumérica foi considerada a mais prática porque mantém a estrutura atual, não exige cancelamento de cadastros antigos e oferece longa vida útil ao sistema.
Além disso, o novo formato é compatível com bancos de dados já existentes. É uma mudança grande, mas sem paralisação do sistema e sem confusão para contribuintes.


