O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, medido em dólares, deve colocar o país na 11ª posição entre as maiores economias do mundo em 2025, segundo levantamento da Austin Rating baseado no relatório mais recente do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado em 14 de outubro.
As projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcançará US$ 2,26 trilhões neste ano, o que equivale a aproximadamente R$ 12 trilhões. No mesmo período, a Rússia deve atingir US$ 2,54 trilhões, cerca de R$ 13,50 trilhões, avançando da 11ª para a 9ª posição no ranking mundial.

O Canadá, que antes ocupava o 9º lugar, deve fechar o ano com PIB próximo a US$ 2,28 trilhões (aproximadamente R$ 12,11 trilhões) e cair para a 10ª posição, deslocando o Brasil para o 11º lugar.
Segundo a Austin Rating, há probabilidade elevada de que a Rússia também ultrapasse a Itália em breve, assumindo a 8ª posição entre as maiores economias globais, caso se mantenham as tendências observadas até o primeiro semestre deste ano.
Valorização do rublo altera posições e muda distância entre economias
O relatório assinado pelo economista-chefe Alex Agostini e pelo economista Rodolpho Sartori, ambos da Austin Rating, destaca que a mudança de posições não se deve à deterioração das economias de Brasil, Canadá ou Itália. Ele também afirma que “não é que as economias do Brasil, Canadá e Itália derraparam ou pioraram entre o início de 2025 e o momento atual”.
O texto ressalta que o Brasil teve valorização do real e melhora nas expectativas de crescimento do PIB. Além disso, a distância entre Brasil, Canadá e Itália diminuiu, já que Canadá e Itália praticamente não alteraram suas projeções desde o início do ano.
O movimento central responsável pela mudança no ranking foi a valorização de mais de 39% do rublo, moeda da Rússia, ao longo de 2025. Como o PIB é calculado em dólares, a forte valorização da moeda russa elevou automaticamente o valor nominal do PIB do país quando convertido para a moeda norte-americana, favorecendo sua subida na lista global.
O relatório também reforça que o ranking considera apenas a comparação nominal em dólares, o que faz com que movimentos cambiais tenham impacto relevante nas posições relativas dos países.
Top 10 mantém liderança de economias avançadas
As três maiores economias do mundo seguem as mesmas, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) reunidas pela Austin Rating. Os valores estimados para 2025 são:
- Estados Unidos – US$ 30,62 trilhões (aprox. R$ 162,59 trilhões);
- China – US$ 19,40 trilhões (aprox. R$ 102,91 trilhões);
- Alemanha – US$ 5,01 trilhões (aprox. R$ 26,60 trilhões).
O levantamento mostra alteração na 4ª colocação. No segundo trimestre de 2025, a Índia ocupava esse lugar, mas a revisão do FMI indica que o Japão retomou a posição, com PIB estimado em US$ 4,28 trilhões, cerca de R$ 22,74 trilhões.
Com isso, o ranking do top 10 passa a ser composto essencialmente por economias avançadas e por dois grandes países emergentes: China e Índia.
Crescimento trimestral do Brasil ocupa apenas 34º lugar entre 51 países
Além do desempenho anual medido em dólares, o Brasil também teve resultado discreto na comparação trimestral de crescimento econômico. Segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro cresceu 0,1% no 3º trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior.
Esse desempenho colocou o Brasil na 34ª posição em um levantamento que considerou 51 países, segundo compilação da Austin Rating.
Entre os países com crescimento superior ao brasileiro no período estão:
- China – 1,1%;
- Canadá – 0,6%;
- África do Sul – 0,5%;
- França – 0,5%.
O crescimento do Brasil ficou no mesmo patamar de:
- Reino Unido – 0,1%;
- Itália – 0,1%;
- Angola – 0,1%.
O resultado trimestral reforça a posição intermediária do Brasil no comparativo de curto prazo do PIB entre economias analisadas.
Brasil permanece entre as 15 maiores economias, que somam 75% do PIB global
Embora tenha perdido uma posição, o Brasil segue dentro do grupo das 15 maiores economias do mundo, conjunto que representa aproximadamente 75% do PIB global, segundo a Austin Rating. O levantamento destaca que novos ajustes podem ocorrer conforme o FMI atualize suas projeções ao longo de 2025.
As mudanças recentes mostram que o comportamento das moedas e as revisões dos organismos internacionais continuam influenciando diretamente o posicionamento do Brasil no comparativo global de riqueza produzida.


