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Economia em 2025: relembre os fatos que mexeram com o seu bolso

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O ano de 2025 foi marcado por uma sequência de acontecimentos que alteraram o rumo da economia global e brasileira. Tensões comerciais, decisões políticas, investigações criminais e mudanças na política monetária influenciaram preços, investimentos, crédito e emprego.

Para a população das classes C e D, esses movimentos se refletiram no custo de vida, no acesso ao crédito e na percepção de segurança econômica. Ao menos 16 fatos ajudaram a redesenhar o cenário econômico ao longo do ano, com efeitos diretos e indiretos sobre o Brasil.

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Tarifas globais, Selic a 15%, fraudes bilionárias e crises empresariais marcaram 2025 e impactaram diretamente a economia brasileira e o bolso da população | Foto: Reprodução/Canva
Tarifas globais, Selic a 15%, fraudes bilionárias e crises empresariais marcaram 2025 e impactaram diretamente a economia brasileira e o bolso da população | Foto: Reprodução/Canva

Tarifaço dos Estados Unidos e nova guerra comercial

A posse de Donald Trump em janeiro marcou o início de uma nova rodada de tarifas comerciais. Em fevereiro, os Estados Unidos anunciaram taxas de 25% sobre produtos do México e do Canadá. Medidas semelhantes foram aplicadas a aço, alumínio e veículos importados, além de tarifas recíprocas a mais de 100 países.

A disputa comercial com a China se intensificou no mesmo período, com tarifas iniciais de 10% sobre produtos chineses e retaliações entre 10% e 15%. Em alguns momentos, as ameaças chegaram a superar 140%. No fim de outubro, Trump e o presidente chinês Xi Jinping firmaram um acordo prevendo redução de tarifas e retomada de compras agrícolas.

Relação entre Brasil e Estados Unidos impacta a economia

O Brasil foi atingido por tarifas recíprocas de 10% e, posteriormente, por uma sobretaxa adicional de 40%, elevando o total para 50% sobre determinados produtos. Em 2024, os Estados Unidos tiveram superávit de US$ 7,4 bilhões na balança comercial com o Brasil, o equivalente à cerca de R$ 37 bilhões, considerando a cotação média aproximada de R$ 5 por dólar, segundo dados históricos do Banco Central do Brasil.

Após tensões diplomáticas, incluindo sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal, parte das tarifas foi retirada em novembro, após negociações entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Prisão de Bolsonaro e efeitos políticos

Em 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. A decisão reforçou o ambiente de instabilidade política, acompanhada de perto pelo mercado financeiro, que costuma reagir a incertezas institucionais.

Fiscal em foco e mudanças no Imposto de Renda

A área fiscal esteve no centro do debate econômico. Foi aprovada a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, beneficiando cerca de 16 milhões de brasileiros a partir de janeiro de 2026. A renúncia fiscal estimada é de R$ 31,2 bilhões por ano.

Para compensar, o governo aprovou tributação mínima progressiva para rendas acima de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil ao ano, com alíquotas de 2,5% a 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais.

Fraude no INSS e impacto previdenciário

Uma operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União revelou um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Entre 2019 e 2024, cerca de R$ 53,5 milhões circularam entre associações e empresas suspeitas, com R$ 9,3 milhões repassados a servidores. O então presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi afastado, e novas prisões ocorreram ao longo do ano.

Ataque hacker ao Pix

Em julho, a C&M Software sofreu um ataque que desviou ao menos R$ 800 milhões do sistema Pix. Seis instituições financeiras foram afetadas. O episódio reacendeu debates sobre segurança digital em um sistema utilizado diariamente por milhões de brasileiros, especialmente das classes C e D.

Selic no maior nível desde 2006

Após sete altas consecutivas, o Banco Central (BC) elevou a taxa Selic a 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. O nível elevado dos juros encareceu empréstimos, financiamentos e cartões de crédito, afetando diretamente o consumo das famílias.

Escândalos financeiros e empresariais

Diversos casos de grande impacto marcaram o ano. Uma investigação apontou que postos ligados ao crime organizado movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com sonegação estimada em R$ 7 bilhões. No setor empresarial, a Ambipar entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 11 bilhões.

A situação da Oi voltou a se agravar, com falência decretada e posteriormente suspensa. Já o Banco Master teve liquidação judicial após suspeitas de fraudes envolvendo R$ 12,2 bilhões em ativos fictícios, resultando no maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos, com cerca de R$ 60 bilhões em depósitos cobertos.

Correios e crise financeira

Os Correios acumularam prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro de 2025. A estatal chegou a negociar um empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, mas suspendeu a operação diante do custo financeiro elevado.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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