Todo começo de ano traz um desafio conhecido para muitas famílias: várias contas importantes, como IPVA (Propriedade de Veículos Automotores), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), entre outras, chegam ao mesmo tempo. Impostos, mensalidades escolares e outros compromissos obrigatórios se acumulam logo em janeiro e exigem atenção para não virar dor de cabeça.
Levantamento do Serasa mostra que 55% dos brasileiros esperam gastar até R$ 4 mil com despesas típicas do início do ano, como impostos, matrículas escolares e seguros.

IPVA: o imposto do carro e como ele é calculado
O Imposto sobre o IPVA é um imposto cobrado todos os anos de quem possui carro ou moto. O valor é calculado com base no preço médio do veículo no mercado e em um percentual definido por cada estado.
Esse percentual é chamado de alíquota, que nada mais é do que a porcentagem aplicada sobre o valor do veículo. Por exemplo: se o carro vale R$ 40 mil e o percentual do estado é de 4%, o imposto será de R$ 1.600.
Em 2026, a maioria dos estados oferece desconto para quem paga o IPVA à vista, que pode variar de 3% a 15%. Também existe a opção de parcelar em até cinco ou seis vezes, dependendo do local.
Pagar tudo de uma vez costuma sair mais barato, mas só vale a pena se não comprometer o orçamento. Caso contrário, parcelar pode ajudar a equilibrar as contas, desde que as parcelas caibam no planejamento mensal.
IPTU: imposto do imóvel exige conferência dos dados
O IPTU é cobrado pelas prefeituras de quem possui imóveis em áreas urbanas, como casas, apartamentos ou terrenos.
O valor do IPTU é calculado a partir do valor venal do imóvel, que é uma estimativa feita pela prefeitura sobre quanto o imóvel vale, levando em conta fatores como localização, tamanho e tipo de construção. Sobre esse valor, a prefeitura aplica uma porcentagem, que define quanto será pago no imposto.
Cada cidade tem suas próprias regras, por isso imóveis parecidos podem pagar valores diferentes dependendo do bairro ou do município. Em 2026, algumas cidades limitaram o aumento do imposto para evitar reajustes muito altos.
Antes de pagar, é importante conferir se os dados do imóvel estão corretos. Erros simples, como metragem maior do que a real ou classificação errada do uso do imóvel, podem aumentar o valor do imposto.
Matrícula e material escolar são gastos concentrados no início do ano
As matrículas escolares e a compra de material didático costumam pesar bastante no orçamento de janeiro, principalmente para famílias com mais de um filho.
Esse tipo de gasto não é imposto, mas é obrigatório para quem tem crianças e adolescentes na escola. Por isso, o ideal é se planejar, negociando formas de pagamento com a escola, reaproveitando materiais do ano anterior e comparando preços.
Sempre que possível, dividir esse custo ao longo do ano ajuda a evitar parcelamentos longos e o uso do crédito com juros.
Seguro e licenciamento
Além de IPVA e IPTU, muitas pessoas precisam pagar o seguro do carro e as taxas de licenciamento anual, que permitem que o veículo circule de forma regular.
Esses valores, isoladamente, parecem menores, mas somados às outras contas de janeiro aumentam a pressão sobre o orçamento. Tratar essas despesas como custos fixos anuais e guardar um pouco de dinheiro ao longo do ano é uma forma eficiente de evitar aperto financeiro.
Pagar à vista ou parcelar?
A decisão entre pagar à vista ou parcelar não deve se basear apenas no desconto, mas na real condição financeira da família.
Quitar tudo de uma vez pode trazer tranquilidade para o resto do ano, mas só faz sentido se não faltar dinheiro para despesas básicas. Já o parcelamento ajuda a aliviar o início do ano, desde que as parcelas sejam organizadas e não se acumulem com outras dívidas.
Colocar todas as contas no papel, anotar valores e prazos e acompanhar os pagamentos mês a mês são a melhor forma de atravessar janeiro sem comprometer o restante de 2026.