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Bitcoin em queda: entenda por que o preço recuou e o que isso pode indicar para 2026

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O Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda do mercado digital, registrou recuo nos preços nesta terça-feira, 6 de janeiro, enquanto investidores e analistas procuram sinais de tendência para 2026. A queda acontece após um período de forte alta em 2025, mas com encerramento do ano anterior marcado por desempenho negativo.

O Bitcoin encerrou dezembro de 2025 com queda anual de 6%, encerrando um ano de renovação de máximas históricas, mas que terminou com recuo no balanço total divulgado pelo mercado.

Com o avanço da adoção institucional e o cenário macroeconômico favorável, o bitcoin segue seu caminho como o ativo digital mais valioso do mundo, em uma trajetória que alia inovação, risco e especulação | Foto: Reprodução/Canva

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O histórico do Bitcoin mostra que a criptomoeda não registrou dois anos consecutivos de queda desde sua criação, em janeiro de 2009 | Foto: Reprodução/Canva

Preços no Brasil e no exterior

Por volta das 17 horas, no horário de Brasília, o Bitcoin era negociado por US$ 92.309,91 por unidade, segundo dados da plataforma Binance. Considerando o valor observado nos últimos meses no mercado cambial brasileiro, cada bitcoin estava cotado a cerca de R$ 507,70 mil.

Na mesma sessão, outra criptomoeda importante, o Ethereum (ETH), era negociada a US$ 3.222,40, equivalente à cerca de R$ 17.72 mil.

O que é Bitcoin e como funciona?

O Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada, criada em 2009 como uma alternativa às moedas tradicionais. Ela funciona sem um banco central ou governo controlando sua emissão e as transações são registradas em uma tecnologia chamada blockchain, um tipo de “livro-razão” público que registra todas transações feitas com a moeda.

Historicamente, o Bitcoin já ultrapassou recordes de preço. Em maio de 2025, por exemplo, a criptomoeda chegou a ser negociada acima de US$ 111 mil por unidade, segundo levantamento de tendências de mercado.

Leia também: Brasil pode ocupar o lugar da Venezuela no petróleo chinês? Entenda os limites dessa troca

Fatores que influenciam o recuo

O recuo observado no preço do Bitcoin pode refletir a busca dos investidores por sinais mais claros sobre os rumos da economia global e a relação do ativo com eventos geopolíticos e mercados tradicionais de segurança.

A instabilidade mundial, incluindo movimentações políticas e tensões entre países, costuma influenciar o comportamento dos investidores.

Especialistas financeiros avaliam que em momentos de incerteza econômica os investidores podem migrar parte de seus recursos para ativos considerados mais seguros, como ouro ou moedas fortes, ainda que o Bitcoin seja por vezes tratado como alternativa.

ETFs de criptomoedas e estratégia de instituições

No mesmo dia do recuo de preço, o banco americano Morgan Stanley apresentou à SEC, a sigla em inglês para Securities and Exchange Commission (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos), um pedido para registrar os primeiros ETFs, sigla em inglês para Exchange-Traded Funds (Fundos de Índice), focados em criptoativos da instituição. ETFs são fundos negociados em bolsa que replicam o desempenho de um ativo ou índice.

Ao mesmo tempo, outra instituição financeira, a Strategy, registrou perda não realizada de cerca de US$ 17 bilhões no quarto trimestre de 2025 em função da desvalorização do bitcoin no período. Esse valor equivale, em reais, a aproximadamente R$ 93,5 bilhões, quando convertido pelo câmbio de R$ 5,50.

Debate sobre segurança e refúgio

Especialistas consultados na reportagem mencionam que nem todos os produtos de investimento em criptomoedas estão livres de problemas de precificação, o que pode gerar incertezas adicionais para investidores. Alguns ETFs têm sido alvo de preocupações de mercado por não refletirem com precisão o valor dos ativos subjacentes.

Por outro lado, os últimos eventos geopolíticos, como as movimentações políticas internacionais, podem impulsionar a procura por criptomoedas como alternativa de reserva de valor. Segundo essa visão, ativos tradicionais de refúgio, como ouro e prata, também tiveram desempenho positivo no segundo semestre de 2025, o que indica que investidores buscam proteção em diferentes classes de ativos.

Perspectivas para 2026

O histórico do Bitcoin mostra que a criptomoeda não registrou dois anos consecutivos de queda desde sua criação, há cerca de 15 anos, o que alguns analistas interpretam como um sinal de possível recuperação em 2026.

Movimentos de mercado como o recuo observado nesta terça-feira são acompanhados por investidores de todos os perfis, inclusive pessoas físicas interessadas em opções de investimento fora do sistema bancário tradicional.

O cenário do bitcoin e de outras criptomoedas segue sendo monitorado diariamente por corretoras, plataformas de câmbio e analistas financeiros, que levam em conta dados de preço, eventos econômicos e decisões regulatórias internacionais.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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