Alimentação e contas da casa pesam mais
Quando o salário não é suficiente para cobrir o mês, os principais gastos são justamente os mais difíceis de cortar. Alimentação foi apontada por 78% dos entrevistados, enquanto contas como água, luz e gás apareceram para 72%.
Financiamentos de imóveis ou veículos foram citados por 44% dos trabalhadores. Roupas, utilidades e outros itens de consumo ficaram em 43%, seguidos por empréstimos, com 33%, e estudos, com 22%.
O dinheiro disponível é consumido por uma combinação de necessidades básicas e compromissos assumidos anteriormente. Quando sobra pouco ou nada depois desses pagamentos, fica mais difícil formar uma reserva para emergências.
Para Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian, a dificuldade de equilibrar as contas não é passageira para uma parcela relevante dos profissionais.
“Os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual para uma parcela relevante dos trabalhadores brasileiros”, afirmou em nota.
Segundo ele, a falta de margem no orçamento pode levar à busca por outras formas de complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia.


