IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

Qual é o salário médio no seu estado? Confira os dados do IBGE

Por

·

O mercado de trabalho brasileiro alcançou em 2025 um dos seus melhores momentos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), disponível no site oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da redução do desemprego e do crescimento da ocupação, os salários também avançaram. O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos chegou a R$ 3.560, o maior valor já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Mas a realidade do trabalhador brasileiro está longe de ser uniforme. Dependendo do estado onde vive, a diferença salarial pode ultrapassar 270%.

Dados do IBGE apontam recorde no salário dos trabalhadores, impulsionados pelos ganhos reais acima da inflação | Foto: Reprodução/ Pexels
Dados do IBGE apontam recorde no salário dos trabalhadores, impulsionados pelos ganhos reais acima da inflação | Foto: Reprodução/ Pexels

Distrito Federal lidera ranking nacional

Os dados mais recentes do IBGE mostram que o Distrito Federal continua sendo a unidade da federação com os maiores rendimentos médios do país. Já os estados das regiões Norte e Nordeste ocupam as últimas posições do ranking de renda.

Renda domiciliar per capita por estado (2025)

EstadoRenda média mensal
Distrito FederalR$ 4.538
São PauloR$ 2.721
Rio de JaneiroR$ 2.492
Santa CatarinaR$ 2.414
Rio Grande do SulR$ 2.371
ParanáR$ 2.348
Mato GrossoR$ 2.330
Mato Grosso do SulR$ 2.326
Espírito SantoR$ 2.319
MaranhãoR$ 1.219

O rendimento domiciliar per capita nacional ficou em R$ 2.316 em 2025. Apenas nove estados e o Distrito Federal superaram essa média, evidenciando a concentração de renda em pontos específicos do território nacional.

Regiões mais ricas e mais pobres

Quando analisadas as grandes regiões brasileiras, o Centro-Oeste aparece na liderança do rendimento médio habitual do trabalho por região:

RegiãoRendimento médio
Centro-OesteR$ 4.133
SulR$ 4.026
SudesteR$ 3.958
NorteR$ 2.777
NordesteR$ 2.475

A diferença entre o Centro-Oeste e o Nordeste supera R$ 1.650 mensais. Segundo o IBGE, a forte presença do funcionalismo público em Brasília e o peso de atividades de maior valor agregado, como o agronegócio tecnológico e a indústria pesada, ajudam a explicar o desempenho das regiões topo de linha.

Escolaridade faz enorme diferença no salário

A formação acadêmica continua sendo um dos fatores mais relevantes para determinar a renda do trabalhador brasileiro.

Profissionais com ensino superior completo recebem, em média, múltiplas vezes mais do que aqueles com ensino fundamental incompleto, segundo as tabelas da PNAD Contínua. O avanço da qualificação profissional também tem contribuído para o aumento dos rendimentos médios observados nos últimos anos, mostrando que investir em educação continua sendo o investimento de maior retorno financeiro no longo prazo.

Diferença salarial entre homens e mulheres persiste

Os dados do IBGE também mostram que a desigualdade de gênero continua presente no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo com avanços recentes, os homens seguem recebendo rendimentos médios superiores aos das mulheres na maioria dos setores econômicos e ocupações.

As maiores diferenças aparecem em cargos de liderança e em segmentos de maior remuneração, o que impõe desafios adicionais ao planejamento financeiro e à independência das trabalhadoras.

Quais setores pagam melhor?

Entre os segmentos com maiores remunerações estão:

  • Administração pública;
  • Atividades financeiras e de seguros;
  • Tecnologia da informação;
  • Indústrias extrativas;
  • Energia elétrica.

Por outro lado, alojamento, alimentação, serviços domésticos e parte do comércio concentram os menores rendimentos médios do mercado de trabalho brasileiro.

Impactos para a economia e para o seu bolso

Economistas destacam que o crescimento da massa salarial tende a sustentar parte da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.

Para o cidadão, este cenário abre portas para duas estratégias financeiras importantes:

  • Arbitragem Geográfica: O crescimento de setores como tecnologia da informação permite que profissionais atuem remotamente para empresas localizadas em regiões que pagam mais, mantendo o custo de vida reduzido de suas cidades natais.
  • Capacidade de Poupança: Com ganhos salariais superando a inflação, este se torna o momento ideal para iniciar ou aumentar a reserva de emergência e os investimentos de longo prazo, aproveitando a circulação de capital na economia.

Por outro lado, as grandes disparidades regionais evidenciam desafios históricos do país. Enquanto trabalhadores do Distrito Federal contam com rendimentos próximos aos padrões de economias desenvolvidas da América Latina, estados do Norte e Nordeste ainda enfrentam limitações estruturais relacionadas à produtividade, qualificação profissional e atração de investimentos.

Sobre o autor Fernanda Evarista

Jornalista com qualificação em gestão esportiva e atuação na captação de recursos para a realização de projetos sociais de alto impacto

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade