O tabuleiro geopolítico está em meio a uma grande turbulência, e hegemonias de décadas estão sendo contestadas. Diante desse movimento, a África do Sul vem se tornando um personagem cada vez mais influente.
Quando estive no país, percebi um sentimento generalizado de esperança, pois o aumento da presença política internacional ocorre em meio ao aquecimento da economia interna. Isso tem atraído visitantes e investidores para o país, que, aliás, será sede da cúpula do G20 em 2025.
E tudo isso acontece em um momento de grandes mudanças na política internacional: o retorno de Donald Trump ao poder (e todo o impacto que ele exerce em outros países e órgãos internacionais), a ascensão da extrema-direita na Europa, a nova “corrida espacial” envolvendo inteligência artificial, a crise migratória e, claro, a expansão do Sul Global representada pelo Brics.
O grupo nasceu formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mas, nos últimos anos, mais países passaram a integrá-lo. Com o grupo, a África do Sul tem sido parte de uma mudança de paradigmas.


