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Casa do papa Leão XIV é vendida por R$ 2 milhões

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A casa onde cresceu o papa Leão XIV, no subúrbio de Chicago, foi vendida recentemente por US$ 375 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 2.089.350, considerando a cotação do dólar comercial do dia 11 de julho de 2025, em torno de R$ 5,57. A propriedade, localizada na vila de Dolton, foi adquirida pelo próprio município, que pretende transformá-la em ponto turístico e preservar o valor histórico do local onde viveu o primeiro papa nascido nos Estados Unidos.

A venda da casa de infância do papa Leão XIV por R$ 2 milhões pode ser vista como mais do que uma simples transação imobiliária | Foto: Reprodução/Metropoles
O terreno onde casa está situada possui cerca de 460 metros quadrados, e está inserido em um bairro residencial típico do sul de Chicago, com perfil majoritariamente de classe média. | Foto: Reprodução/Metropoles

O imóvel, construído em 1949, pertenceu à família Prevost por mais de cinco décadas. Recentemente reformada, a casa conta com três quartos, três banheiros e uma área de aproximadamente 97 metros quadrados.

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A compra foi aprovada por unanimidade pelos representantes locais da vila, que classificaram a aquisição como uma oportunidade “única na vida”. Segundo o conselho, a intenção é transformar o imóvel em uma casa-museu com visitas guiadas e exposições sobre a infância e juventude de Robert Prevost, nome de batismo do atual pontífice.

Robert Prevost foi eleito papa em 8 de maio de 2025 e adotou o nome de Leão XIV, tornando-se o primeiro norte-americano a liderar a Igreja Católica. Antes de sua eleição, foi missionário na América Latina e ocupava o cargo de cardeal no Vaticano, com passagens frequentes por países como Peru, Colômbia e México. Sua origem simples e trajetória pastoral foram apontadas como fatores decisivos para sua escolha pelo conclave.

Valorização imobiliária e impacto econômico local

A venda da casa do papa Leão XIV traz um possível impacto positivo para o mercado imobiliário da vila de Dolton. Segundo dados da Zillow, plataforma norte-americana de avaliação de imóveis, o valor médio de uma residência na região gira em torno de US$ 210 mil, o que equivale a R$ 1.169.700. A aquisição por um valor cerca de 78% superior à média regional mostra o potencial turístico e histórico da propriedade.

A vila de Dolton aposta que a compra poderá movimentar a economia local com o turismo religioso. A expectativa é que, com a transformação da casa em museu, aumente o número de visitantes na região, o que pode impulsionar o comércio, a hotelaria e os serviços de alimentação. A prefeitura também avalia a aquisição de outros imóveis vizinhos, como forma de ampliar o projeto e criar um centro cultural e religioso em homenagem ao pontífice.

Gastos com reforma e manutenção

Embora o valor de compra tenha sido relativamente alto para os padrões locais, a casa passou por reformas recentes, o que reduz o custo inicial de adaptação para uso público. Segundo informações divulgadas à Reuters, as obras incluíram renovação de telhado, pisos, pintura e parte da parte hidráulica, além da instalação de sistemas modernos de climatização. Não foram informados os valores exatos dessas reformas, mas, segundo estimativas de empresas de construção da região, obras dessa magnitude podem custar entre US$ 30 mil e US$ 60 mil, o que equivale de R$ 167.100 a R$ 334.200, conforme a cotação atual.

O município também terá gastos com manutenção e adaptação da casa para uso público. Caso o imóvel se transforme oficialmente em museu, será necessário adaptar acessos, instalar sinalização, montar uma curadoria histórica e contratar pessoal para guiar os visitantes. Essas despesas podem somar mais R$ 500 mil, de acordo com especialistas em gestão de espaços culturais.

Exemplo de como imóveis com valor simbólico, como a casa do papa Leão XIV, geram receita

O caso da casa do papa Leão XIV lembra o de outras residências transformadas em patrimônio turístico. Nos Estados Unidos, por exemplo, a casa de infância do ex-presidente Barack Obama, no Havaí, e a casa onde Elvis Presley viveu, conhecida como Graceland, geram receita considerável com visitações, eventos e produtos licenciados.

O turismo religioso também tem forte apelo. Segundo a U.S. Travel Association, cerca de 300 milhões de dólares (R$ 1,67 bilhão) são movimentados anualmente por peregrinos e visitantes que viajam a destinos de fé nos Estados Unidos. A vila de Dolton espera, ainda que em menor escala, capturar parte desse fluxo com a iniciativa.

A venda da casa de infância do papa Leão XIV por R$ 2 milhões pode ser vista como mais do que uma simples transação imobiliária. Ela representa um investimento estratégico em turismo cultural, com potencial para gerar retorno econômico, fortalecer a identidade local e preservar a história de uma das figuras mais influentes da Igreja Católica na atualidade. Ao transformar o imóvel em patrimônio público, a vila de Dolton demonstra visão sobre o valor simbólico de sua história e aposta no legado de um líder religioso que nasceu e cresceu ali.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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