De acordo com a consultoria Brand Finance, o ranking de marcas de luxo e premium mais valiosas em 2025 é liderado pela Porsche, com valor de marca estimado em US$ 41,1 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões, considerando dólar a R$ 5,25). Pela oitava vez consecutiva, a montadora mantém sua posição no topo do setor.
Em seguida, aparece a Chanel, que registrou um salto significativo de 45% no valor da marca, alcançando US$ 37,9 bilhões (aproximadamente R$ 199,5 bilhões). Chanel ultrapassa a tradicional Louis Vuitton, que alcançou US$ 32,9 bilhões (cerca de R$ 172,7 bilhões).
Na sequência do ranking, aparecem Hermès (US$ 19,9 bilhões), Rolex (US$ 18,7 bilhões), Dior (US$ 17,2 bilhões), Cartier (US$ 15,7 bilhões), Ferrari (US$ 14,4 bilhões), Gucci (US$ 11,3 bilhões) e Guerlain (US$ 7,6 bilhões).
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Força de marca e relevância
Além do valor monetário, a consultoria destaca a Dior como a marca de luxo mais forte no mundo em 2025, atingindo uma pontuação de 93,5 pontos no índice de força de marca (BSI).
O valor agregado das 50 principais marcas de luxo e premium atingiu US$ 317 bilhões em 2025, com marcas francesas ganhando destaque ao responder por quase metade desse total (US$ 154,4 bilhões).
Foco em valor experiencial
Entre 2019 e 2024, o valor agregado desse grupo subiu 43%, apontando para a expansão do setor antes da retração esperada em razão das transformações no comportamento dos consumidores, que hoje valorizam mais experiências luxuosas — como viagens e momentos significativos — do que simplesmente bens materiais.
Implicações econômicas
Mesmo em um cenário de cautela no consumo de luxo, marcas como Chanel e Dior mantêm trajetória ascendente, indicando que mercados premium continuam resilientes e dinâmicos. O domínio de empresas como Porsche desafia percepções do que constitui “luxo”, mostrando que, hoje, ele também se expressa em desempenho e desejo por durabilidade.
No Brasil, o mercado de luxo tem se expandido, especialmente em segmentos como moda, beleza e automóveis premium. O ranking global sinaliza oportunidades para marcas locais ganharem espaço por meio de associação com experiências e valores aspiracionais.
Como as marcas de luxo movimentam a economia?
O setor de luxo tem impacto direto em diferentes cadeias produtivas, desde a indústria automobilística até moda, joalheria e cosméticos. Segundo a Brand Finance, o valor combinado das 50 maiores marcas de luxo e premium do mundo alcançou US$ 317 bilhões em 2025 (cerca de R$ 1,66 trilhão), o que evidencia a relevância desse segmento para a economia global.
Além da geração de empregos em setores especializados, as empresas de luxo também impulsionam exportações, movimentam turismo em destinos estratégicos e fortalecem serviços de alto valor agregado.
Público e presença na sociedade
As marcas de luxo estão ampliando sua atuação para além dos consumidores de altíssima renda. Hoje, parte do crescimento está ligado a públicos mais jovens, como a Geração Z, que busca no setor não apenas produtos, mas experiências e símbolos de status ligados à identidade pessoal.
Muitas estão investindo em redes sociais como Tiktok e Instagram, para atrair o novo público e como consequência expandir a visibilidade da marca. A presença dessas marcas se espalha em diferentes esferas, desde passarelas e concessionárias até eventos culturais e esportivos, reforçando a influência do setor no comportamento de consumo e na construção de tendências sociais.