A 16ª edição da lista “50 Most Marketable Athletes” (em português, 50 atletas mais comercializáveis) da SportsPro, empresa de mídia e eventos do mercado de negócios esportivos, colocou Rayssa Leal no 12.º lugar global, superando Vinícius Júnior, que ficou em 14.º. Na lista, Neymar aparece em 6.º, sendo o brasileiro mais bem colocado no top 10.
Além desses, outros brasileiros também marcam presença: Rebeca Andrade (26.º), Raphinha (30.º) e Rodrygo (44.º). A lista avalia o apelo comercial dos atletas e combina fatores como força de marca, mercado endereçável e desempenho econômico.
Para o público das classes C e D, os resultados mostram que esportes e atletas que antes tinham apelo mais restrito hoje estão ganhando visibilidade global e geram efeitos econômicos que vão além do campo.
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O que o ranking mede e por que importa para marcas e atletas?
A metodologia da SportsPro, desenvolvida em parceria com a NorthStar Solutions Group, usa três pilares de avaliação: Brand Strength (força da marca), Total Addressable Market (mercado total endereçável) e Economics (economia/potencial financeiro).
O esporte deixou de ser apenas performance nos gramados ou nas pistas e passou a envolver mídia, engajamento nas redes sociais, multiculturalidade, contexto de marca e oportunidade de patrocínio. Para o atleta, ficar no ranking significa maior visibilidade, maior chance de contratos de publicidade e, consequentemente, impacto financeiro. Para o público consumidor, isso pode gerar mais produtos, campanhas e merchandising direcionados, o que reflete em preços, acessibilidade e oportunidades.
No Brasil, a entrada de Rayssa em posição de destaque evidencia que modalidades emergentes — como o skate — também passam a concorrer em patamares globais de apelo comercial.
Rayssa Leal e o salto do skate para o mercado global
Com apenas 17 anos, Rayssa Leal tornou-se a atleta brasileira adolescente mais bem colocada no ranking da SportsPro. O fato de ela superar Vinícius Júnior — jogador do time de elite Real Madrid e eleito melhor jogador do mundo pela FIFA — evidencia como seu perfil de marca evoluiu rapidamente.
O fato do skate ter ganhado status olímpico, atrai atenção juvenil global e impulsiona o salto do esporte. Além disso, Rayssa conecta com público jovem, redes sociais, cultura de rua e patrocínios de lifestyle. Para marcas que querem se aproximar das gerações Z e Alpha, ela representa uma combinação de talento e narrativa relevante.
Para o público das classes C e D, esse tipo de atleta pode trazer novos produtos licenciados, campanhas inspiradas no cotidiano e um símbolo de ascensão — o que estimula o consumo e a identificação, mesmo com orçamentos mais limitados.
Implicações comerciais para marcas e para o consumidor
Estar entre os mais comercializáveis gera impactos práticos. Marcas tendem a fazer associações com atletas para reforçar imagem, alcançar novos mercados e produzir conteúdo com engajamento. Para o consumidor, isso significa ver mais propagandas com esses atletas em canais populares, acesso a produtos licenciados (tênis, roupas, equipamentos), e até aumento nos preços desses itens por conta da demanda.
Por outro lado, o atleta que se posiciona bem comercialmente também pode influenciar campanhas de alcance social, licenciamento de produtos de menor preço e participar de iniciativas que geram acessibilidade. Para o público que acompanha com menor poder aquisitivo, isso representa possibilidades de consumo mais alinhadas à cultura popular.
Para marcas nacionais, ver brasileiros no topo desse tipo de ranking reforça que investir em atletas locais pode gerar retorno e alcance global — o que pode incentivar patrocínios menores acessíveis para o mercado regional.
O papel dos atletas brasileiros no cenário global
A presença de seis atletas brasileiros entre os 50 mais comercializáveis mostra que o Brasil segue forte no cenário mundial de marketing esportivo. Neymar em 6.º lugar confirma sua marca global; Rayssa em 12.º sinaliza nova geração; Vinícius em 14.º reforça o futebol-marca; Rebeca Andrade, Raphinha e Rodrygo completam o quadro.
Os atletas brasileiros trazem combinação de alcance doméstico grande, presença internacional crescente e apelo midiático elevado, o que os torna interessantes para marcas que querem investir em mercados emergentes. Para o público C e D, isso pode refletir em maior presença desses atletas em campanhas nacionais, mais oportunidades de consumo e mais visibilidade de talentos que se identificam com ele.


