A história de Sarah: artesanato como inclusão e profissão
Entre as milhões de pessoas que encontram no artesanato uma possibilidade concreta de renda e autonomia está Sarah, 24 anos, de São Paulo. Formada em jornalismo, ela conta que os obstáculos de acesso físico no mercado de trabalho a afastaram da área para a qual estudou durante quatro anos.
“Tive uma infância incrível, mas ao entrar na adolescência tive uma lesão medular que me deixou cadeirante. Tive que aprender a viver com meu novo corpo. Não deixei de estudar porque meu sonho sempre foi ser jornalista”, explica.
Apesar da formação completa, as barreiras arquitetônicas foram determinantes para sua dificuldade de inserção profissional. “As empresas não eram adaptadas para as cadeiras de rodas ou eram inacessíveis, com escadas e lugares sem rampa”, relata.
Sarah começou no artesanato durante um processo terapêutico. Primeiro descobriu a pintura de quadros. Depois conheceu o biscuit, técnica de modelagem muito presente na economia artesanal brasileira. A partir dali, percebeu uma possibilidade real de transformar aquilo em renda.
[instagram url=”https://www.instagram.com/p/DRJ9rARDnnb/”]“Comecei a fazer artesanato na terapia e vi que dava para me dedicar até virar uma profissão. Eu não tenho movimento nas mãos, mas através do artesanato eu consigo fazer todos os tipos de movimentos e sai uma peça mais linda do que a outra”, conta.
Hoje, ela produz peças personalizadas e vende principalmente por meio das redes sociais. O trabalho envolve dedicação, estudo de técnicas, compra de materiais e atendimento aos clientes, como qualquer microempreendedora do ramo.


