O alpinista norte-americano Alex Honnold realizou neste domingo, 25 de janeiro, mais um feito de alto risco que chamou atenção do público e do mercado de entretenimento. Ele escalou o Taipei 101, edifício de 508 metros de altura localizado em Taipé, capital de Taiwan, sem o uso de cordas ou equipamentos de segurança, na modalidade conhecida como “free solo”.
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A escalada foi transmitida pela Netflix, empresa global de streaming listada na bolsa brasileira por meio do recibo de ações NFLX34. A plataforma informou que a exibição ao vivo contou com um atraso técnico de segurança, adotado para evitar a transmissão imediata em caso de acidente grave. O evento havia sido programado inicialmente para o sábado, 24 de janeiro, mas foi adiado em 24 horas devido às condições climáticas desfavoráveis.
Honnold concluiu o percurso em aproximadamente 1 hora e 30 minutos e com isso, tornou-se a segunda pessoa a escalar o Taipei 101, mas a primeira a fazê-lo sem qualquer tipo de equipamento de proteção.
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Quem é Alex Honnold?
Alex Honnold ganhou reconhecimento mundial em 2019, quando protagonizou o documentário “Free Solo”, que registrou a escalada do penhasco El Capitan, no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos. O paredão de granito tem cerca de 915 metros de altura e também foi escalado sem cordas.
O documentário foi produzido pela National Geographic e distribuído internacionalmente, conquistando o Oscar de Melhor Documentário em 2019, conforme registro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.
Desde então, Alex Honnold passou a ser associado a projetos audiovisuais de grande alcance, combinando esportes de alto risco com produções cinematográficas e transmissões digitais.
Quanto a Netflix pagou pela escalada?
Em entrevista concedida ao jornal The New York Times, Alex Honnold afirmou que recebeu da Netflix um valor classificado como “mid-six figures”. O termo é utilizado no mercado norte-americano para indicar pagamentos na faixa intermediária das centenas de milhares de dólares, geralmente próximos de US$ 500 mil.
Considerando a cotação média do dólar comercial em janeiro de 2026, o valor recebido por Honnold equivale a aproximadamente R$ 2,5 milhões. O próprio alpinista ressaltou que, apesar de parecer elevado, o montante é pequeno quando comparado aos contratos de atletas de esportes tradicionais.
Na mesma entrevista, ele citou jogadores da Major League Baseball (MLB), liga profissional de beisebol dos Estados Unidos, que chegam a assinar contratos superiores a US$ 170 milhões, o equivalente a cerca de R$ 850 milhões na mesma taxa de câmbio.
Comparação com esportes tradicionais
A fala de Honnold ajuda a contextualizar a diferença de remuneração entre esportes de alto risco e modalidades amplamente comercializadas. Atletas de ligas como a Major League Baseball (MLB), a National Football League (NFL) e a National Basketball Association (NBA) costumam firmar contratos milionários sustentados por direitos de transmissão, patrocínios e bilheteria.
No caso da escalada esportiva, mesmo em eventos de grande visibilidade, a principal fonte de renda vem de projetos audiovisuais, patrocínios pontuais e contratos específicos com plataformas de mídia. A transmissão feita pela Netflix se encaixa nesse modelo, no qual o risco elevado é compensado por produções de alcance global.
Impacto financeiro para a Netflix
Para a Netflix, a escalada de Honnold se insere na estratégia de ampliar conteúdos ao vivo e eventos especiais, buscando diferenciação em um mercado cada vez mais competitivo. O custo estimado de cerca de R$ 2,5 milhões pelo cachê do atleta representa uma fração pequena do orçamento global de produções da empresa, que supera dezenas de bilhões de reais por ano, conforme relatórios financeiros divulgados pela própria companhia.
Além do pagamento direto ao alpinista, a produção envolveu equipes técnicas, seguros, autorizações locais e logística internacional. Esses valores não foram detalhados publicamente até o momento.
Risco, audiência e retorno
A escalada do Taipei 101 reuniu características que atraem audiência global, como risco extremo, cenário urbano icônico e um personagem já conhecido do público por trabalhos anteriores. De acordo com a Reuters, a repercussão do evento foi imediata nas redes sociais e em veículos internacionais, reforçando o apelo do conteúdo para assinantes da plataforma.
A iniciativa também evidencia como esportes individuais e de nicho podem se tornar produtos financeiros relevantes quando associados a grandes plataformas de mídia. Para atletas como Honnold, esse tipo de projeto representa uma das principais fontes de renda, diferente de esportes com ligas estruturadas e calendários fixos.
O valor recebido pela escalada do Taipei 101 é somado a fortuna Honnold junto com outros contratos de documentários, palestras e patrocínios firmados pelo atleta ao longo da carreira, segundo informações já divulgadas em entrevistas anteriores ao New York Times e à Reuters.


