IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

A engenharia da experiência: We Make cresce e surfa no mercado de eventos de R$ 140 bilhões no Brasil

Por

·

O setor de eventos e entretenimento no Brasil encerrou 2025 batendo recordes históricos, movimentando mais de R$ 140,9 bilhões em consumo e consolidando uma alta de 5% em relação ao ano anterior.

Em um cenário em que o chamado live marketing — estratégia de marketing baseada em experiências ao vivo, como eventos, ativações de marca e ações presenciais — se tornou peça-chave, com investimentos que já superam R$ 100 bilhões, a sobrevivência e o destaque no setor não dependem apenas de “fazer festa”, mas de gestão eficiente e planejamento financeiro.

É nesse contexto de forte crescimento do mercado que a trajetória de Hugo Mendes, fundador e diretor executivo (CEO) do Grupo We Make, ganha destaque como um caso de sucesso.

Aos 31 anos, Mendes lidera uma empresa que realizou 61 projetos em 2025 e projeta um crescimento de 75% no volume de operações em 2026.

Sem herança ou investimentos externos, ele transformou uma produtora criada em 2018 em um grupo que atua em diferentes etapas do processo, desde a criação de cenários à produção completa de eventos e conexão com grandes marcas.

Diferente de muitas empresas que buscam investidores para crescer rapidamente, Hugo apostou em um modelo mais conservador: crescer com o próprio dinheiro da empresa. Para ele, o sucesso da We Make vem de um planejamento financeiro focado em manter o caixa saudável antes de distribuir lucros entre os sócios.

“A estratégia é bem básica e trivial: gerar caixa. Os sócios podem ser os maiores inimigos do projeto, que é a empresa, principalmente numa fase inicial. A gente sempre priorizou que a pessoa jurídica tivesse fôlego para investirmos e reinvestirmos na velocidade que queríamos”, explica Hugo.

Esse modelo foi colocado à prova durante a pandemia, período que afetou fortemente o setor de eventos. Hugo define esse momento como uma “guerra” para sua geração. Foi nesse cenário que a empresa adaptou sua atuação, passando a oferecer mais serviços e identificando novas oportunidades de receita.

“A pandemia foi um grande ensinamento. Nesse recomeço, foi o grande ponto de inflexão da We Make, onde a gente enxergou e alinhou o norte e seguimos nele”, afirma.

Continuar lendo

Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade
Publicidade