O Governo do Estado de São Paulo ultrapassou a marca de R$ 2,5 bilhões investidos em obras na rede pública estadual de ensino entre janeiro de 2023 e junho de 2025. Segundo a Secretaria da Educação (Seduc-SP), o valor foi aplicado em reformas, construções e adequações em mais de 3 mil unidades escolares e creches, o que representa 60,2% da rede. Ao todo, mais de 1,8 milhão de estudantes foram diretamente beneficiados pelas melhorias em infraestrutura.
O número de obras concluídas impressiona: foram 5.250 intervenções realizadas em 541 cidades paulistas. Os investimentos possibilitaram a construção de 76 novos edifícios escolares, entre eles 17 novas escolas estaduais e 59 unidades do Programa Creche Escola, além de reformas que incluem salas de aula, refeitórios, cozinhas, quadras esportivas, banheiros, laboratórios, telhados, fachadas e a implantação de sistemas de climatização e acessibilidade.
Além dos impactos diretos na qualidade do ensino, a mobilização do setor da construção civil para atender às demandas educacionais também movimentou a economia local. De acordo com estimativas da própria Seduc-SP, mais de 30 mil empregos foram gerados com as obras executadas nos últimos 30 meses.
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Ampliação da rede e foco em regiões de SP que tenha maior demanda
A execução dos projetos de obras é coordenada pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), responsável por acompanhar e fiscalizar as intervenções em parceria com prefeituras e empresas contratadas. Fabricio Moura Moreira, presidente da FDE, explica que a prioridade está em atender as regiões com maior déficit de vagas e forte crescimento populacional.
“A gente pretende ter mais salas de aula disponíveis para os nossos estudantes, seja por meio da construção de novas salas de aula em escolas existentes ou novas escolas. A gente está trabalhando arduamente para construir esses processos de contratação agora no ano de 2025”, afirmou Moreira.
O foco também está na ampliação do número de unidades com ensino integral e educação profissional. Segundo a Seduc, a meta é dobrar a cobertura do ensino em tempo integral até 2026, especialmente nas regiões periféricas e no interior do estado, onde há menor presença de escolas com esse modelo.
Exemplo em Presidente Epitácio
Uma das unidades recentemente inauguradas é a Escola Estadual Jardim Real II, localizada em Presidente Epitácio, município no extremo oeste paulista. A nova estrutura chamou atenção pela qualidade da construção e pelos equipamentos oferecidos aos alunos.
Sarah Alves Martins, estudante da 2ª série do Ensino Médio, elogiou a infraestrutura. “Como é um ambiente novo, foi algo muito surpreendente. O que foi bom é a quadra, o refeitório também é ótimo, é perfeito, a comida também é muito boa, a alimentação da escola. É tudo muito novo pra nós”, relatou.
Esse tipo de depoimento reforça a importância dos investimentos em infraestrutura não apenas como forma de ampliar a oferta de vagas, mas também de melhorar a experiência escolar, promover o bem-estar dos alunos e reduzir a evasão.
Financiamento e impacto orçamentário
O investimento de R$ 2,5 bilhões em obras corresponde a cerca de 8% do orçamento total da Secretaria da Educação de São Paulo para o período, que gira em torno de R$ 31 bilhões anuais, segundo dados do Portal da Transparência do Governo do Estado. Isso demonstra que os investimentos em infraestrutura foram tratados como prioridade, mesmo diante de outros desafios orçamentários, como folha de pagamento e materiais didáticos.
Para efeito de comparação, o valor médio por obra concluída ficou em torno de R$ 476 mil, considerando os 5.250 projetos finalizados até junho de 2025. Embora haja variações significativas entre construções novas e reformas simples, esse número serve como referência para a escala do esforço realizado.
Educação como vetor de desenvolvimento
Especialistas em políticas públicas apontam que o investimento em infraestrutura educacional é uma das estratégias mais eficazes para melhorar os indicadores sociais no médio e longo prazo. Escolas bem estruturadas reduzem a evasão, aumentam a permanência dos estudantes e criam ambiente mais favorável ao aprendizado.
Além disso, o impacto econômico das obras públicas vai além do canteiro de obras. A contratação de profissionais, o fornecimento de materiais e o aquecimento do comércio local contribuem para o dinamismo econômico das regiões onde as escolas estão localizadas.
Projeções para os próximos anos
A Seduc-SP já anunciou que novos projetos serão contratados ainda em 2025. O plano de expansão prioriza regiões metropolitanas e cidades do interior que apresentam crescimento demográfico acelerado e pressão por vagas no ensino fundamental e médio. Estão previstos investimentos adicionais com recursos próprios do estado, do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e convênios com prefeituras.
Com a continuidade dessas ações, o governo espera alcançar 80% das unidades da rede estadual reformadas ou ampliadas até 2026, consolidando um dos maiores planos de modernização da educação pública já realizados no estado de São Paulo.
O avanço nas obras escolares em São Paulo representa um passo significativo na valorização da educação pública. Com mais de R$ 2,5 bilhões aplicados em infraestrutura, o estado melhora as condições de ensino para 1,8 milhão de estudantes, movimenta a economia e reforça seu compromisso com o desenvolvimento humano e social por meio da educação. A continuidade dos investimentos será essencial para consolidar os ganhos obtidos e ampliar o acesso a uma educação de qualidade em todo o território paulista.
*Entrevistas concedidas ao site do Governo de SP