Especialistas reforçam necessidade de postura ativa das instituições
Segundo o educador Léo Bento, sócio-fundador da consultoria Inaperê e doutorando em história da educação pela PUC-SP, a educação antirracista exige uma mudança permanente de postura das instituições de ensino. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que o Dia da Consciência Negra funciona como um convite para que as escolas revisitem seu papel social.
O especialista explica que a abordagem antirracista precisa ir além dos conteúdos programáticos, demandando revisão de práticas, protocolos de acolhimento e mecanismos que assegurem respeito às diferenças. A presença de políticas claras para lidar com casos de discriminação, a análise crítica de materiais didáticos, a ampliação do repertório cultural e a representatividade no corpo docente são estratégias que vêm ganhando força em instituições que buscam reduzir desigualdades internas.
De acordo com o consultor, escolas que implementam protocolos de prevenção e resposta a casos de racismo registram avanços significativos em indicadores como clima institucional, percepção de segurança entre estudantes e redução da subnotificação de episódios de discriminação.


