Em um ano marcado por ondas de calor, tempestades extremas e tensões geopolíticas, a COP30 em Belém se tornou um ponto de alta pressão para governos e empresas. Segundo avaliação recente da Organização das Nações Unidas, as promessas climáticas nacionais e corporativas apresentadas até novembro de 2025 apontam para uma projeção de redução aproximada de 12% das emissões globais.
Esse percentual não é suficiente para limitar o aquecimento a 1,5 °C, mas representa um movimento mensurável na direção de cortes consistentes de carbono, indicando que iniciativas voluntárias e regulatórias começam a alterar de forma concreta as trajetórias de emissões.
O cenário, porém, se desenrola em meio a eventos climáticos severos registrados ao longo do ano, que ampliaram o debate sobre adaptação e infraestrutura. Empresas e governos passaram a discutir de forma mais integrada, estratégias de proteção de cadeias produtivas e de comunidades vulneráveis, considerando que prejuízos ambientais e econômicos tendem a se agravar sem planos estruturados.
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