Nos dias 18 e 19 de novembro de 2024, o Rio de Janeiro sediará a Cúpula do G20, onde as vinte maiores economias do mundo debaterão temas essenciais para a economia global. Sob a presidência do Brasil, o encontro terá como pauta a taxação de grandes fortunas, a digitalização dos governos e o aumento da oferta de crédito em organizações internacionais.

Uma das propostas do Brasil é o imposto sobre os chamados “super-riscos.” O país quer implementar uma taxa mínima de 2% sobre a renda das maiores fortunas, o que poderia gerar entre US$ 200 bilhões e US$ 250 bilhões anuais, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que considera a medida “ambiciosa.”
Comércio e investimento também serão tópicos centrais, com o objetivo de alinhar as políticas comerciais aos princípios de sustentabilidade. Durante os encontros do grupo de trabalho, foi ressaltado que essas políticas devem seguir as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e os acordos ambientais internacionais.
A agenda inclui, ainda, uma proposta para a reforma da OMC e para o fortalecimento do sistema multilateral de comércio. Este debate ocorre em meio a dúvidas sobre o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que enfrenta resistência da França por preocupações com os agricultores locais.
A sustentabilidade no setor agrícola será outra prioridade, com destaque para o papel do comércio global na segurança alimentar. O Pacto Global contra a Fome e a Pobreza, prioridade do governo brasileiro, será formalizado durante a Cúpula. A iniciativa permitirá que países se unam em estratégias de combate à fome.
No tema da digitalização, o Brasil pretende ampliar a conectividade global e digitalizar os serviços públicos, visando aprimorar o atendimento e a segurança dos dados. A expectativa é que esses avanços tecnológicos tragam benefícios ao comércio entre os países e tornem os serviços públicos mais eficientes.


