Segundo dados do relatório da Agência Internacional de Energia Renovável, publicado em 2024, o Brasil é o 3º maior gerador de energia elétrica renovável do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Essa posição é consolidada por uma matriz energética predominantemente renovável, com a China liderando e os EUA ocupando a segunda posição

Durante o período de janeiro a novembro de 2024, a China produziu 2,7 milhões de gigawatts-hora (GWh) de energia elétrica renovável, o que equivale a 37,9% da produção global. Por sua vez, os Estados Unidos geraram 883 mil GWh (12,6% do total global) no mesmo período, conforme dados da Agência Internacional de Energia (IEA).
Apesar desses números positivos, mais de 60% da geração de eletricidade na China ainda é proveniente do carvão. Nos Estados Unidos, o gás natural e o carvão também são responsáveis por cerca de 60% da geração total de eletricidade no país.
Distribuição da matriz elétrica no Brasil
O Brasil se destaca como o terceiro colocado no ranking mundial de geração renovável de energia elétrica, mesmo com menos de 2% de participação no PIB global. Em 2023, o país contribuiu com 8% da produção global de energia renovável, totalizando 568,4 gigawatts-hora (GWh).
De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as hidrelétricas foram responsáveis por 67,4% da geração total de energia elétrica no Brasil entre janeiro e novembro de 2023, enquanto as fontes eólicas contribuíram com 14,5% e as solares com 6,7%.
É relevante notar que, na primeira década deste século, a fonte hidrelétrica representava mais de 90% da geração de eletricidade no Brasil. Ao longo do tempo, o país promoveu a diversificação de seu parque gerador sem perder sua característica de renovabilidade.
Globalmente, a Islândia é o país com o maior uso de energia renovável — praticamente 100% renovável —, seguida de perto pela Costa Rica (também quase 100%), Noruega (99%), Luxemburgo (94%), Dinamarca (91%) e Brasil (90%). Outros países com mais de 80% de participação de fontes renováveis em suas matrizes elétricas incluem a Nova Zelândia (88%) e a Áustria (85%).
Esses países alcançam altos índices de renovabilidade principalmente devido à geração hidrelétrica, com exceção da Dinamarca, que depende principalmente da energia eólica. A Noruega, por exemplo, passou por uma grande mudança em sua matriz energética, pois, no início deste século, 83% da geração era proveniente de carvão, gás natural e óleo.
Destaca-se também que a Islândia e a Nova Zelândia têm uma parte significativa de sua geração de eletricidade proveniente de fontes geotérmicas, representando 30% e 20%, respectivamente, de sua produção elétrica.


