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Oscilação de preços na COP30 gera debate e comerciantes reduzem valores

A COP30, que começou hoje, 10 de novembro, em Belém, reúne líderes e representantes do mundo inteiro para discutir mudanças climáticas. Porém, com os assuntos ambientais, outro tema passou a chamar atenção: o preço da comida dentro do evento. Nas redes sociais, participantes e jornalistas reclamaram do valor cobrado por alimentos e bebidas, considerado muito alto. Depois da repercussão negativa, alguns comerciantes decidiram baixar os preços.

Preços dos alimentos na COP30 chamam a atenção no início do evento
A maior parte das críticas veio da chamada Blue Zone, área onde ficam delegações, equipes de imprensa e negociadores | Foto: Reprodução / Divulgação / COP30

Esse espaço não é aberto ao público geral. Lá, uma lata de água chegou a custar R$ 25. Um pão de queijo era vendido por R$ 30 e uma coxinha por R$ 45. Para quem queria almoçar, os pratos variavam entre R$ 60 e R$ 110.

Esses valores circularam rapidamente nas redes sociais e geraram surpresa. Muitas pessoas disseram que era caro demais. Outros reclamaram dizendo que os preços não representavam o custo real da cidade.

Apesar das críticas, quem já participou de outras conferências da ONU (Organização das Nações Unidas) explicou que esse tipo de valor é comum. Em várias edições da COP, os preços são calculados em dólar, o que deixa tudo mais caro quando convertido para reais. Também é possível pagar tanto na moeda local quanto em dólar.

Reação rápida dos lojistas

A pressão foi grande e, no dia seguinte, alguns cardápios desapareceram dos quiosques. Segundo uma funcionária, os preços estavam sendo ajustados e mais opções de comida seriam oferecidas. Horas depois, um novo cardápio apareceu.

Com as mudanças, a água passou de R$ 25 para R$ 20. O refrigerante também caiu para R$ 20. O estrogonofe, a lasanha e o frango xadrez, que custavam R$ 60, passaram para R$ 45. A redução foi de aproximadamente 20% a 25%.

Os salgados, porém, continuaram caros: entre R$ 30 e R$ 35. Para tentar equilibrar o cardápio, alguns comerciantes incluíram doces típicos do Pará, como trufas de cupuaçu e castanha-do-brasil por R$ 15.

Mesmo com as mudanças, alguns lojistas ficaram preocupados, já que o valor do aluguel é calculado em dólar. Há casos de aluguel passando de 200 dólares por metro quadrado. Para eles, se cobrassem os mesmos preços que cobram fora do evento, não conseguiriam recuperar o investimento.

Outro ponto importante é que, dentro da COP30, só é possível comprar comida usando um cartão específico. Ele funciona de forma parecida com eventos particulares e a Cielo é responsável pelo sistema de pagamento.

Enquanto dentro da área oficial a discussão era forte, o comércio de Belém estava movimentado e com preços normais. Restaurantes, lanchonetes e ambulantes próximos ao evento disseram que o movimento aumentou. Para turistas e participantes que não queriam pagar valores altos, era mais vantajoso comer fora da Blue Zone.

No Ver-o-Peso, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade, um prato regional custa entre R$ 40 e R$ 50. Um copo grande de suco de frutas típicas, como cupuaçu e graviola, sai por cerca de R$ 10. Em restaurantes populares próximos ao evento, também é possível encontrar almoço por R$ 40.

Discussão tomou conta da internet

Vídeos e fotos com preços circularam em páginas de notícias e perfis pessoais. Moradores de Belém criticaram a forma como alguns comentários foram feitos, como se os valores altos fossem culpa da cidade. Paraenses lembraram que em Dubai e no Azerbaijão, locais das COPs mais recentes, também houve preços altos e quase ninguém reclamou.

Os lojistas da COP30 explicam que não receberam nenhuma ordem oficial para reduzir preços. Cada quiosque decidiu por conta própria. Eles dizem que todo o alimento vendido é de produção própria e que tentam atender o público da melhor forma, mesmo com custos altos e pouca margem de lucro.

Um tema paralelo ao clima, mas que afeta muita gente

A discussão sobre preços mostra como existe toda uma estrutura que custa caro: segurança, aluguel de espaço, pagamento eletrônico, funcionários e fornecedores, que encarecem os produtos.

Enquanto isso, a economia da cidade tem se movimentado, com o comércio aproveitando o aumento de turistas e mantendo os preços dentro da média local.

A expectativa é que, com as mudanças nos cardápios, mais pessoas consumam dentro da COP. Porém, para quem não quer gastar tanto, Belém segue oferecendo boas opções e pratos típicos com valores acessíveis.

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