Cooperação entre Rio e Belém: agora cidades-irmãs
Durante a COP30, foi sancionada a lei que oficializa Rio de Janeiro e Belém como cidades-irmãs, iniciativa proposta por Tainá de Paula e aprovada pela Câmara Municipal.
O título reconhece a relação histórica, cultural e ambiental entre as duas capitais. Belém está na Amazônia, origem dos chamados “rios voadores” — correntes de umidade que influenciam diretamente as chuvas no Sudeste. A secretária explicou que a parceria fortalece conexão e cooperação:
A nova lei prevê intercâmbios em turismo, educação, saúde, cultura, comércio, gestão pública, meio ambiente e desenvolvimento urbano.
O gesto representa diplomacia entre municípios, aproximando políticas públicas, ampliando cooperações técnicas e fortalecendo agendas comuns de justiça climática. A parceria também simboliza a união entre o bioma amazônico e o litoral fluminense em um momento em que as duas regiões concentram debates centrais sobre o futuro climático do Brasil.
Participação na Zona Azul e interlocução internacional
Tainá esteve presente na Zona Azul, área mais restrita da COP onde ocorrem as negociações oficiais da ONU. Durante a semana, circulou por pavilhões internacionais, conversou com representantes de governos e dialogou com organismos multilaterais sobre adaptação, financiamento climático e transição energética.
O Rio reforçou a defesa de que cidades devem ter acesso direto a recursos internacionais, já que enfrentam diariamente efeitos como calor extremo e enchentes e precisam de investimentos rápidos para obras de infraestrutura, proteção de encostas e soluções de água e saneamento.
Mulheres, interseccionalidade e políticas urbanas
Em 12 de novembro, a secretária participou de mesas sobre protagonismo feminino na construção de políticas climáticas. As discussões mostraram como eventos extremos atingem com mais intensidade mulheres negras, indígenas e periféricas, que acumulam responsabilidades domésticas e comunitárias e enfrentam maior vulnerabilidade em situações de risco.
Os diálogos reforçaram que políticas urbanas e ambientais precisam considerar desigualdades estruturais para reduzir riscos e ampliar proteção social, especialmente em cidades com fortes contrastes socioeconômicos como o Rio.
Juventude, cultura e mobilização social
No dia 15 de novembro, o Rio esteve presente na Marcha Global pelo Clima, uma das maiores mobilizações da conferência. A participação reforçou que justiça climática precisa alcançar primeiro quem enfrenta calor extremo, falta de saneamento, insegurança hídrica e enchentes.
Já em 16/11, Tainá integrou o painel “Grandes Eventos e Ação Climática”, discutindo como cultura, gestão pública e grandes eventos podem fortalecer políticas climáticas e mobilizar populações. O debate abordou como experiências culturais e iniciativas comunitárias podem aproximar as pessoas das decisões sobre clima.
A presença do Rio na COP30 combinou articulação internacional, participação social, defesa de financiamento climático para cidades e construção de alianças estratégicas. Agora, a secretaria retorna ao Rio com o desafio de transformar debates em políticas práticas, com estratégias de adaptação ao calor extremo, ações de educação ambiental, proteção de territórios vulneráveis e melhorias na infraestrutura urbana diante de eventos cada vez mais frequentes.


