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COP30: debates sobre água, cidades e resíduos marcam 2º dia da SMAC na conferência

O segundo dia da COP30, em Belém, teve em sua programação alguns debates voltados para problemas que já fazem parte da rotina de muitas cidades brasileiras: enchentes, lixo acumulado, escassez de água e desigualdade ambiental. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro (SMAC) acompanhou debates que trataram desses temas a partir de experiências de diferentes países e municípios.

SMAC-RJ na COP30
As atividades mostraram que a discussão climática não está restrita a metas globais e acordos internacionais | Foto: Reprodução / Divulgação / Redes Sociais – Taina de Paula

Muitas das soluções passam por políticas aplicadas nos territórios, envolvendo prefeituras, lideranças comunitárias e serviços públicos.

Cidades discutem água e adaptação

A secretária Tainá de Paula acompanhou o painel “Water at the Core of Resilient Cities”, organizado pela C40, rede internacional da qual o Rio de Janeiro faz parte. A C40 reúne cidades que trocam experiências sobre ações climáticas e adaptações necessárias para enfrentar eventos extremos.

O debate tratou de como os centros urbanos estão tentando responder a problemas ligados à água, como chuvas intensas, risco de desabastecimento e enchentes. Embora seja um tema técnico, ele tem impacto direto na vida de quem está nas cidades: quando a chuva forte encontra ruas mal drenadas, rios poluídos e bueiros entupidos, os bairros alagam e o prejuízo chega para a população.

Economia circular e redução de resíduos

Outro tema acompanhado pela SMAC foi a economia circular. O debate “Inovação e colaboração para soluções de economia circular: compartilhando experiências e aprendizados” ocorreu no Pavilhão da Dinamarca e apresentou iniciativas de reaproveitamento de resíduos.

A economia circular propõe que materiais deixem de ser tratados como lixo e passem a ser reutilizados como recurso. No encontro, representantes de diferentes países apresentaram soluções ligadas à reciclagem, compostagem e reaproveitamento de materiais, mostrando caminhos para diminuir o volume de resíduos enviados a aterros.

O tema tem relação direta com a realidade urbana. Quando o lixo é descartado de forma inadequada, ele se acumula em ruas, entope bueiros e piora enchentes, problema que muitas cidades enfrentam. O debate reforçou que o reaproveitamento de materiais pode reduzir custos públicos e melhorar a gestão de resíduos.

Mulheres e clima nas cidades

Já ao fim do dia, a secretaria acompanhou o encontro “Mulheres na Liderança da Ação Climática”, realizado na Casa Dourada. A conversa reuniu representantes que atuam em projetos ambientais e discutiu o papel das mulheres na construção de políticas voltadas à adaptação climática.

A mesa tratou de temas como desigualdade ambiental, enchentes em áreas vulneráveis e falta de infraestrutura em bairros com risco. Também foram apresentados projetos de mulheres que trabalham com participação comunitária e iniciativas locais.

Mais cedo, às 10h, foi realizada a sessão do Cineclube Guardiãs das Matas, com exibições sobre a Amazônia e a defesa de territórios tradicionais. O objetivo foi levar a pauta ambiental para além das salas de negociação e ampliar o alcance da discussão sobre a floresta e o papel de quem vive nela.

Conexão com o primeiro dia

Esses debates se somam ao que foi levado pela SMAC na segunda-feira, 10 de novembro, primeiro dia de agendas da Secretaria na COP30. Na abertura da conferência, a equipe esteve na Casa da Juventude pelo Clima e participou de encontros técnicos entre cidades. Também levou à COP a Carta do Rio, documento criado após os Diálogos Locais, realizados de 1º a 7 de novembro no município. A carta reúne propostas e pontos discutidos com a população, pesquisadores e setores da sociedade e foi apresentada como contribuição para as negociações e trocas com outros municípios dentro da conferência.

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