Baixa penetração de seguros e desigualdade regional
O estudo mostra que a proteção financeira por meio de seguros ainda é limitada no país. Mesmo com os prejuízos climáticos se intensificando, o setor segurador cobre apenas uma pequena parte dos danos. Em 2024, foram pagos R$ 7,3 bilhões em indenizações relacionadas a eventos climáticos. Desse total, 58% vieram dos seguros Patrimoniais, 19% de Automóvel, 15% do Rural e 6% do Habitacional.
A desigualdade regional também é um ponto destacado no levantamento. O Norte e o Nordeste aparecem com os menores índices de proteção e maior exposição às perdas. Já o Sudeste e o Sul, apesar de registrarem mais indenizações pagas, concentram também a maior parte dos danos econômicos.
Segundo os técnicos responsáveis pelo Radar, países que têm maior penetração de seguros conseguem reconstruir estruturas e economias locais mais rapidamente após catástrofes. Essa dinâmica reduz a dependência de recursos públicos emergenciais e amplia a capacidade de resposta em comunidades afetadas.


