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Brasil é o país com 2º maior juros reais do mundo

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Alta da Selic

Desde que o Comitê de Política Monetária (Copom) retomou o ciclo de alta da Selic em setembro, esta foi a quarta elevação consecutiva da taxa básica de juros praticada pelos diretores do Banco Central (BC). Em sua última reunião, em dezembro de 2024, o Copom já havia sinalizado que, em janeiro, voltaria a aumentar a Selic em 1 ponto percentual, o que se concretizou com a elevação para 13,25% ao ano. Para o próximo mês, novas altas já estão precificadas, com o mercado projetando que, ao fim do primeiro trimestre de 2025, a Selic pode alcançar 14,25%.

O cenário inflacionário também não passou despercebido. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2024 ficou em 4,83%, superando a meta estabelecida pelo governo, que era de 3%, com uma tolerância de 1,5% para mais ou para menos. Com isso, o teto da meta de inflação, que era de 4,5%, foi ultrapassado.

Em resposta ao estouro da meta, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos para o descontrole da inflação em 2024. No documento, Galípolo reafirmou que o ciclo de aperto monetário continuará até que a inflação seja adequadamente controlada, buscando garantir a estabilidade econômica do país.

Esse quadro reflete o compromisso do Banco Central em manter a inflação sob controle, mesmo com o impacto das altas sucessivas da Selic sobre o custo do crédito e o crescimento econômico.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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