IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Veja os impactos do calendário econômico desta quinta-feira, 27 de março

Por

·

O calendário econômico desta quinta-feira, 27 de março, está repleto de indicadores relevantes para investidores e analistas financeiros. No Brasil, os dados do IPCA-15 de março e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) são destaques.

Nos Estados Unidos, serão divulgados o PIB do quarto trimestre, os pedidos de seguro-desemprego e a balança comercial. A Zona do Euro trará projeções econômicas, enquanto o Japão divulgará índices de preços ao consumidor.

A reforma tributária no Brasil representa uma oportunidade histórica de modernizar o sistema fiscal e melhorar o ambiente de negócios | Foto: Reprodução/Canva calendário
Os dados divulgados nesta quinta-feira, 27 de março, podem ter impacto significativo nos mercados financeiros | Foto: Reprodução/Canva

Calendário do Brasil: inflação e política monetária

O principal dado econômico no Brasil nesta quinta-feira é o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial. O índice registrou alta de 1,23% em março, acumulando 4,96% nos últimos 12 meses. Esse número é acompanhado de perto pelo mercado, pois influencia as decisões do Banco Central sobre a taxa de juros.

Outro evento relevante é a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável por definir diretrizes para a política econômica do país. O CMN pode debater medidas para estimular o crédito ou mudanças na meta de inflação. Além disso, o Relatório de Política Monetária também será publicado, trazendo informações sobre a visão do Banco Central para a economia brasileira.

Calendário dos EUA: crescimento econômico e mercado de trabalho

Nos Estados Unidos, um dos principais dados do dia é o PIB do quarto trimestre, que registrou crescimento de 3,1%. Esse indicador reflete a força da economia americana, que tem mostrado resiliência mesmo diante da política monetária mais restritiva do Federal Reserve (Fed). Além disso, a venda de bens e serviços (PIB – Vendas) cresceu 3,3%, um sinal positivo para o consumo.

Outro dado de destaque são os pedidos iniciais de seguro-desemprego, que totalizaram 223 mil, enquanto a média das últimas quatro semanas ficou em 227 mil. Esses números indicam que o mercado de trabalho segue aquecido, o que pode manter a inflação elevada e impactar futuras decisões do Fed sobre os juros.

A balança comercial de bens de fevereiro também chama atenção, com um déficit de US$ 153,26 bilhões (R$ 878,98 bilhões). Esse número reflete a diferença entre exportações e importações dos EUA e pode influenciar as expectativas para o crescimento da economia global.

Leia também: Milhas: você sabe como usar e resgatar? Aprenda a aproveitar ao máximo seus pontos acumulados

Calendário da Zona do Euro: projeções econômicas e crédito

Na Europa, os investidores acompanharão as projeções econômicas da Zona do Euro, que podem fornecer insights sobre o crescimento e a inflação na região. Também serão divulgados dados sobre empréstimos ao setor privado, que cresceram 1,3% em fevereiro. Um aumento na concessão de crédito pode indicar maior confiança na economia e impulsionar o consumo e os investimentos.

Calendário do Japão: inflação e política do Banco Central

No Japão, o principal dado do dia é o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de março, que registrou alta de 0,9% no ano. Já o IPC-núcleo de Tóquio, um dos principais indicadores de inflação no país, avançou 2,2%. Esses números podem influenciar a política do Banco do Japão (BoJ), que recentemente sinalizou uma mudança gradual na sua postura monetária.

Impacto no mercado financeiro

Os dados divulgados nesta quinta-feira podem ter impacto significativo nos mercados financeiros. No Brasil, a inflação elevada pode reforçar a necessidade de cautela na redução dos juros, afetando os preços dos ativos locais. Nos EUA, o crescimento do PIB e o mercado de trabalho aquecido podem levar o Fed a manter uma postura mais rígida em relação aos juros, o que pode fortalecer o dólar e pressionar os mercados emergentes.

Os investidores devem acompanhar os desdobramentos desses indicadores para ajustar suas estratégias diante de possíveis mudanças na economia global.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade