E o Brasil?
Embora não esteja entre os extremos do ranking, o Brasil também sentiu os efeitos do cenário global. A B3, bolsa de valores brasileira, operou com volatilidade e terminou o período com oscilação próxima da estabilidade. A incerteza externa, somada aos debates sobre política fiscal e à espera por cortes na taxa Selic, deixou os investidores mais cautelosos.
Para o investidor brasileiro, o momento é de atenção. Fundos de ações atrelados ao mercado americano ou global sofreram perdas, enquanto ETFs que acompanham bolsas europeias ou latino-americanas — como o BOVA11 ou XINA11 — podem ter oferecido uma proteção interessante, especialmente com a alta do dólar, que superou os R$ 5,30 em abril.
O que esperar dos próximos meses do governo de Trump?
A continuidade das tensões comerciais entre EUA e China, somada às críticas públicas de Trump ao presidente do Federal Reserve, pode manter o clima de incerteza nos mercados. Ao atacar as decisões do banco central, Trump gera ruído em um ambiente que já é sensível à política monetária americana.
Investidores devem acompanhar de perto não só os desdobramentos da guerra comercial, mas também os dados econômicos dos EUA e as decisões de juros por lá, que têm impacto direto sobre moedas, bolsas e títulos em países emergentes como o Brasil.
Para quem investe, o conselho é diversificar. Aplicações em diferentes geografias, setores e moedas ajudam a proteger o patrimônio em momentos turbulentos — e os primeiros 100 dias de Trump provaram que o mundo ainda está longe de voltar à calmaria.


